FenSeg pede reunião com a Agricultura após novo corte no seguro rural
FenSeg quer discutir com o governo o novo corte no orçamento do PSR, que ameaça a previsibilidade do seguro rural e a contratação de apólices.
A FenSeg quer uma reunião com o Ministério da Agricultura para discutir o novo corte no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O pedido veio após o Ministério do Planejamento e Orçamento formalizar uma redução adicional de R$ 56,3 milhões nesta semana. O setor diz que a medida agrava a falta de previsibilidade e pode travar a contratação de apólices no campo.[1][2]
O que aconteceu
A Federação Nacional de Seguros Gerais informou que busca diálogo com o governo para entender os efeitos do novo bloqueio sobre o PSR. Segundo a entidade, o corte soma-se a restrições anteriores e aumenta a insegurança para seguradoras e produtores.[1][6]
A pressão do setor ocorre porque o seguro rural depende da subvenção federal para baratear o prêmio pago pelo produtor. Sem orçamento estável, a contratação fica mais limitada e a operação das seguradoras perde previsibilidade.[2][6]
No mercado, a leitura é de que o problema não é apenas o valor cortado, mas a recorrência das tesouradas ao longo do ano. Isso dificulta o planejamento das apólices e atrasa decisões comerciais em regiões e culturas mais expostas ao risco climático.[1][2]
Por que importa para o agro
O seguro rural é uma ferramenta de gestão de risco, especialmente em um cenário de clima irregular e aumento de eventos extremos. Quando o orçamento do PSR encolhe, o produtor pode ficar sem cobertura ou pagar mais caro para proteger a lavoura.[2][5]
Na prática, a redução de subvenção tende a afetar mais os pequenos e médios produtores, que dependem do apoio público para contratar seguro. Também pode reduzir a adesão em culturas com maior exposição a perdas, como grãos, e ampliar a pressão sobre o crédito rural.[3][5]
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Corte adicional anunciado nesta semana | **R$ 56,3 milhões** |
| Orçamento inicial do PSR em 2026 | **R$ 1,1 bilhão** |
| Recursos remanescentes citados após o bloqueio | **cerca de R$ 638 milhões** |
| Valor já utilizado do saldo disponível | **R$ 100 milhões** |
A FenSeg afirma que a falta de previsibilidade orçamentária compromete uma das principais políticas de proteção da agropecuária brasileira.[2][6] Em cortes anteriores, o programa já havia sido reduzido de forma relevante, com impacto sobre milhares de apólices e sobre a operação do mercado segurador.[3][5]
O que observar daqui pra frente
O foco agora está na resposta do Ministério da Agricultura e na possibilidade de recomposição do orçamento do PSR. Se não houver sinalização rápida, a tendência é de menor oferta de seguro, contratos mais caros e maior exposição do produtor a perdas climáticas. Se houver negociação, o setor tenta preservar a contratação de apólices e evitar um novo desarranjo na safra.[1][2][6]
Fontes
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