Flávio Bolsonaro amplia apoios e defende mudanças na Constituição
Candidato do PL recebe apoio de União Brasil, PP e aliados no segundo turno e cita reforma do Judiciário, fim da reeleição e redução da maioridade penal.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, recebeu novos apoios para o segundo turno e afirmou que pretende usar a composição do Congresso para alterar a Constituição. As declarações colocam o Legislativo no centro da campanha e podem influenciar temas econômicos, tributários e regulatórios que afetam o agronegócio.
O que aconteceu
A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, anunciou apoio formal à candidatura de Flávio. O movimento se soma ao respaldo declarado por Ronaldo Caiado, do PSD, pelo ex-governador Romeu Zema, do Novo, e pelo ex-presidente Michel Temer, do MDB.
Em evento político, Flávio afirmou que a direita elegeu uma bancada expressiva na Câmara e no Senado. Segundo ele, essa composição poderia permitir a eleição de aliados para o comando das duas Casas e a aprovação de mudanças constitucionais.
Após a repercussão, o candidato citou como prioridades uma reforma do Judiciário, o fim da reeleição e a redução da maioridade penal. Também mencionou alterações em questões tributárias, mas não apresentou um texto detalhado nem uma agenda legislativa completa.
Por que importa para o agro
O setor agropecuário depende de regras estáveis para investir em máquinas, armazenagem, logística, crédito rural e expansão produtiva. Mudanças constitucionais em matéria tributária podem alterar custos, regimes de crédito, distribuição de receitas e segurança jurídica para empresas e produtores.
Uma eventual reforma do sistema de impostos teria impacto sobre insumos, combustíveis, transporte, exportações e alimentos. O efeito dependeria do texto aprovado, das regras de transição e da regulamentação posterior. Sem esses detalhes, ainda não é possível estimar ganhos ou perdas para as cadeias agrícolas.
A relação com o Congresso também será decisiva para pautas como licenciamento ambiental, regularização fundiária, seguro rural, infraestrutura e orçamento da agricultura. A força política anunciada pelo candidato não garante aprovação: cada proposta precisará superar negociações, quóruns e limites constitucionais.
Dados e contexto
- Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado.
- O quórum exigido é de 308 deputados e 49 senadores em cada turno de votação.
- A federação União Progressista reúne União Brasil e Progressistas, partidos com presença relevante no Congresso.
- Entre os temas citados estão reforma do Judiciário, fim da reeleição e redução da maioridade penal.
- O agronegócio acompanha especialmente mudanças tributárias, ambientais, trabalhistas, fundiárias e de crédito.
O que observar daqui pra frente
Produtores, cooperativas e empresas devem acompanhar o programa econômico detalhado, a composição das bancadas e as propostas para o sistema tributário. Os principais riscos estão em mudanças sem transição clara e aumento da insegurança regulatória; as oportunidades dependem de medidas que reduzam custos, melhorem a logística e preservem o crédito e a competitividade das exportações.
Fontes
- Canal Rural — Flávio Bolsonaro recebe apoio de partidos e fala em mudar Constituição
- Agência Brasil — Flávio Bolsonaro recebe apoio de partidos e fala em mudar Constituição
- Câmara dos Deputados — Propostas de Emenda à Constituição
- Senado Federal — Constituição Federal
- valor.globo.com
- extra.globo.com
- bnews.com.br
- brasildefato.com.br
- em.com.br
- oglobo.globo.com
- veja.abril.com.br
- g1.globo.com
- oglobo.globo.com
- em.com.br
- agazeta.com.br
- correiobraziliense.com.br
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- poder360.com.br
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