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Fortgreen dobra vendas na laranja e mira expansão na citricultura

Fortgreen, especializada em nutrição vegetal, dobrou as vendas para citros e reforça aposta em soluções de alta eficiência para a citricultura brasileira.

05 de junho de 2026 4 min de leitura
Fortgreen dobra vendas na laranja e mira expansão na citricultura

A Fortgreen, empresa brasileira de tecnologias para nutrição vegetal ligada ao grupo irlandês Origin Enterprises, dobrou as vendas na cultura da laranja e reforça sua entrada na citricultura com foco em fertilizantes especiais e maior eficiência no uso de nutrientes. O movimento consolida a estratégia de diversificar além dos grãos e apoiar produtores em um cenário de custos altos e pressão por produtividade.

O que aconteceu

Nascida no segmento de grãos, a Fortgreen ampliou o portfólio para frutas e dobrou o volume de negócios com citros em pouco tempo, impulsionada por soluções focadas em eficiência nutricional e manejo mais preciso em pomares comerciais. A empresa vem direcionando equipe técnica e estrutura comercial para polos citrícolas, com destaque para São Paulo e Minas Gerais.

A companhia faz parte da Origin Enterprises e tem plano de chegar a R$ 1 bilhão em receita no ano fiscal de 2026, acima dos R$ 805 milhões registrados em 2024, que já representaram crescimento de cerca de 12% sobre 2023.[2] A expansão na laranja entra como uma das frentes para sustentar esse avanço, ao lado de culturas como café, cana e hortifrúti.

Além da força comercial, a estratégia passa por P&D em nutrição vegetal específica para citros, buscando materiais com melhor aproveitamento de nutrientes, compatíveis com sistemas de fertirrigação e com menor perda por lixiviação, ponto sensível em solos arenosos e áreas de alta intensidade de chuva.

Por que importa para o agro

Para o produtor de laranja, a entrada mais agressiva de uma empresa focada em fertilizantes especiais e tecnologias de nutrição tende a aumentar a competição entre fornecedores e ampliar o acesso a soluções de maior eficiência. Isso ganha peso num momento em que a citricultura convive com margens apertadas, greening, custos elevados de controle fitossanitário e necessidade de manter produtividade alta por hectare.[9]

A expansão da Fortgreen também reforça a tendência de profissionalização da nutrição de plantas, com produtos desenhados para fases específicas da cultura, integração com fertirrigação e foco em resposta econômica por unidade de nutriente aplicada. Em cadeias exportadoras, como a de suco de laranja, ganhos de eficiência na adubação ajudam a preservar competitividade frente a outros polos globais.

Dados e contexto

  • A Fortgreen prevê investir R$ 200 milhões até 2030 em infraestrutura, P&D, aquisição de terrenos e logística.[2]
  • A meta é alcançar R$ 1 bilhão em receita em 2026, acima dos R$ 805 milhões de 2024 (+12% vs. 2023).[2]
  • A empresa é parte do grupo irlandês Origin Enterprises, que atua em soluções para agricultura em vários países.[5]
  • A citricultura brasileira é a maior do mundo em suco de laranja e concentra-se no cinturão SP–MG, altamente dependente de insumos de alto desempenho.
  • O setor enfrenta aumento de custos com defensivos e manejo do greening, exigindo maior precisão na adubação para diluir custos por caixa colhida.[9]
Indicador FortgreenValor aproximado
Receita 2024**R$ 805 milhões**[2]
Crescimento vs. 2023**+12%**[2]
Meta de receita 2026**R$ 1 bilhão**[2]
Investimentos previstos até 2030**R$ 200 milhões**[2]

Esse pacote de investimentos inclui ampliação de capacidade fabril, laboratórios de pesquisa e logística, o que tende a encurtar prazos de entrega e aumentar a disponibilidade de formulações especiais em regiões citrícolas. Somado à oferta para grãos, café e cana, o avanço na laranja ajuda a diluir custos fixos e sustentar competitividade em preço.

O que observar daqui pra frente

Produtores de laranja devem acompanhar a chegada de novas formulações e serviços técnicos especializados oferecidos por empresas como a Fortgreen, avaliando resposta em produtividade, qualidade do fruto e custo por tonelada produzida. A consolidação da meta de R$ 1 bilhão em receita, somada aos investimentos até 2030, deve indicar o ritmo de expansão da empresa na citricultura e em outras culturas perenes, abrindo oportunidades de parcerias, testes de campo e adoção de tecnologias de nutrição mais eficientes nos principais polos do agro brasileiro.

Fontes

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