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Fórum Mais Milho aponta gargalos que travam a produção no Brasil

Evento em Brasília discutiu irrigação, armazenagem, logística e fertilizantes como pontos centrais para ampliar a competitividade do milho.

13 de agosto de 2026 3 min de leitura
Fórum Mais Milho aponta gargalos que travam a produção no Brasil

O Fórum Mais Milho, em Brasília, reuniu setor produtivo e especialistas para discutir entraves que limitam o avanço da cultura no país. Entre os principais temas estiveram armazenagem, logística, irrigação e fertilizantes, pontos que afetam custo, eficiência e competitividade do milho brasileiro.

O que aconteceu

O encontro foi promovido pela Abramilho, em parceria com o Canal Rural e a Aprosoja Mato Grosso. Segundo a cobertura do evento, o debate girou em torno de problemas estruturais que se repetem safra após safra e dificultam o escoamento da produção.[1][2]

Um dos focos foi a armazenagem. A reportagem informa que o Brasil liberou R$ 60 bilhões em recursos para o setor nos últimos anos, mas menos da metade foi usada. O resultado é um gargalo que pressiona produtores a vender em condições menos favoráveis.[1]

Também entraram na pauta a dependência de fertilizantes importados e a necessidade de ampliar a irrigação como proteção contra risco climático. O fórum tratou ainda do papel do milho na cadeia de proteína animal e no etanol, dois mercados que sustentam a demanda interna.[1][2]

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Por que importa para o agro

Para o produtor, o recado é direto: não basta produzir mais. Sem estrutura de armazenagem, boa logística e acesso a insumos, a margem fica mais apertada e a comercialização perde força. Isso afeta especialmente quem colhe grandes volumes e precisa segurar a venda para buscar melhor preço.[1][2]

Para a cadeia do agro, o milho segue como matéria-prima estratégica. Ele entra na ração animal, no etanol e em diferentes segmentos industriais. Se os gargalos persistirem, o Brasil amplia a produção, mas não captura todo o valor dessa expansão.[1]

Dados e contexto

IndicadorDado citado no evento
Recursos liberados para armazenagem**R$ 60 bilhões**
Uso desses recursosMenos da metade
Área irrigada no país**10 milhões de hectares**
Potencial citado para irrigaçãoAté **52 milhões de hectares**
Dependência de fertilizantes importadosMais de **80%**

A CNA também foi citada no debate com projeção de redução de até 25% no uso de fertilizantes, o que reforça a pressão sobre custos e oferta de insumos.[2]

A Conab estima safra recorde de grãos em 2025 e aponta déficit estrutural de armazenagem acima de 120 milhões de toneladas, cenário que ajuda a dimensionar o problema discutido no fórum.[15]

O que observar daqui pra frente

O setor deve pressionar por crédito mais acessível, menos burocracia e novos programas para armazenagem e irrigação. Se essas frentes avançarem, o produtor ganha mais fôlego para reduzir perdas e negociar melhor a venda. Sem isso, o aumento de produção tende a continuar esbarrando em custos altos, dependência externa e dificuldade de estocar o milho até o melhor momento de mercado.[1][2][15]

Fontes

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