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FPA tenta ampliar acesso à renegociação de dívidas rurais antes do fim da MP

Bancada ruralista negocia ajustes na MP 1.376 para ampliar o acesso de produtores à renegociação antes do fim da validade.

06 de novembro de 2026 4 min de leitura
FPA tenta ampliar acesso à renegociação de dívidas rurais antes do fim da MP

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) negocia mudanças na Medida Provisória 1.376/2026, que cria regras para a renegociação de dívidas rurais. A proposta precisa avançar no Congresso antes de perder a validade em novembro. A disputa envolve o alcance do programa e as exigências para que produtores afetados por perdas consigam acessar as condições previstas.

O que aconteceu

A FPA considera que o texto em análise ainda mantém barreiras para parte dos produtores. A bancada defende ajustes no enquadramento das operações, no uso de garantias e no funcionamento do fundo garantidor. O objetivo é evitar que agricultores com capacidade reduzida de pagamento fiquem fora da renegociação por exigências documentais ou operacionais.

Entre as mudanças discutidas estão a simplificação da comprovação de perdas, a aceitação de laudos coletivos para pequenos produtores e a dispensa de novos laudos em operações que já tenham sido renegociadas e continuem pressionadas. A FPA também quer flexibilizar a exigência de entrada e preservar as regras aplicáveis aos fundos constitucionais.

A urgência aumentou porque a MP tem prazo limitado para ser votada. Segundo a matéria original, a articulação busca concluir a análise antes de 12 de novembro, data indicada como limite para evitar a perda de validade da medida.

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Por que importa para o agro

A renegociação pode reduzir a pressão financeira sobre produtores que enfrentaram perdas de safra, eventos climáticos, doenças ou queda de rentabilidade. Sem condições adequadas, o endividamento pode comprometer a compra de insumos, o pagamento de fornecedores e o acesso a novos financiamentos.

As exigências de comprovação são um dos principais pontos de impacto. Laudos individuais, custos bancários e exigências adicionais podem dificultar o acesso de pequenos e médios produtores. A possibilidade de documentos coletivos e o aproveitamento de garantias tendem a reduzir custos e acelerar a análise das operações.

O desenho final também afeta bancos, cooperativas de crédito e fundos públicos. Regras mais amplas podem aumentar o número de contratos renegociados, mas exigem mecanismos de controle para evitar distorções e preservar a sustentabilidade das operações.

Dados e contexto

  • A MP 1.376/2026 trata da renegociação de dívidas rurais e prevê condições específicas para produtores afetados por perdas.
  • A proposta pode alcançar mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais, conforme estimativa divulgada pelo Canal Rural.
  • O prazo geral de pagamento previsto é de até oito anos.
  • Em casos de perdas maiores, o prazo pode chegar a dez anos, com carência de até dois anos e pagamento de juros.
  • A FPA defende regras mais simples para comprovar perdas e maior aproveitamento das garantias existentes.
  • A contratação das operações regulamentadas pela Fazenda está prevista até 12 de novembro de 2026.
O relatório também passou a admitir a renegociação de produtores que já utilizaram a MP 1.314/2025, desde que comprovem novas perdas. Outra alteração ampliou de 31 de maio para 31 de agosto de 2026 o marco de verificação da inadimplência.

O que observar daqui para frente

O principal ponto é se o Congresso conseguirá votar a MP dentro do prazo e incorporar as mudanças defendidas pela FPA. Produtores devem acompanhar a regulamentação dos bancos e reunir contratos, comprovantes de perdas, laudos técnicos e documentos de renda. Caso a medida perca validade sem acordo, o acesso às condições de renegociação poderá ficar restrito ou depender de nova decisão legislativa.

Fontes

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