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Mapa apresenta resposta brasileira à doença de Newcastle no Cone Sul

Brasil detalhou medidas de controle da doença de Newcastle e defendeu o reconhecimento da regionalização sanitária para reduzir impactos comerciais.

05 de novembro de 2026 3 min de leitura
Mapa apresenta resposta brasileira à doença de Newcastle no Cone Sul

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou aos países do Cone Sul as medidas adotadas após a confirmação de focos da doença de Newcastle em Santa Catarina. O Brasil defendeu o reconhecimento da regionalização sanitária, estratégia que limita restrições comerciais às áreas afetadas e reduz impactos sobre a cadeia avícola nacional.

O que aconteceu

A atualização foi apresentada durante reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), realizada no Paraguai, com a participação de ministros da Agricultura de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O encontro ocorreu junto à Conferência Regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) para as Américas.

O primeiro foco em Santa Catarina foi identificado em uma granja comercial de perus, durante a vigilância ativa do serviço veterinário oficial. Segundo o Mapa, foram confirmados quatro focos no estado. O governo informou à OMSA no dia seguinte à confirmação inicial.

Entre as medidas adotadas estão o controle do trânsito de aves e produtos, o sacrifício sanitário dos plantéis afetados, a limpeza e desinfecção das instalações e o reforço da vigilância epidemiológica. Os três primeiros estabelecimentos envolvidos já haviam concluído essas etapas e entrado em vazio sanitário.

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Por que importa para o agro

A doença de Newcastle pode provocar mortalidade elevada em aves e gerar restrições imediatas à movimentação e à exportação de produtos avícolas. Para o produtor, isso aumenta o risco de perdas financeiras, interrupção do abate e necessidade de reforçar medidas de biosseguridade.

Para o mercado, o alcance das restrições define o tamanho do impacto. Quando os compradores reconhecem a regionalização, podem suspender as importações apenas da zona afetada, sem bloquear produtos originários de outros estados. O mecanismo protege frigoríficos, produtores integrados e exportadores.

Dados e contexto

  • Quatro focos de doença de Newcastle foram registrados em Santa Catarina, conforme a atualização apresentada pelo Mapa.
  • O Brasil comunicou a ocorrência à OMSA em 19 de outubro, um dia após a confirmação do primeiro foco.
  • Argentina e Bolívia restringiram as medidas à área afetada.
  • Paraguai e Chile limitaram as restrições ao estado de Santa Catarina.
  • O Uruguai ainda mantinha restrições às importações de aves de todo o Brasil, mas avançava nas tratativas para reconhecer a regionalização.
  • Em julho de 2024, o Mapa confirmou outro foco em uma granja comercial de frangos de corte em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. A emergência zoossanitária no estado foi encerrada em agosto do mesmo ano.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral de notificação obrigatória. O controle depende de diagnóstico rápido, comunicação oficial, isolamento das áreas de risco, eliminação sanitária dos plantéis afetados e vigilância contínua.

O que observar daqui pra frente

O setor deve acompanhar novas notificações do Mapa, mudanças nas exigências dos compradores e o reconhecimento da regionalização por outros países. Nas granjas, o foco prático está no controle de acesso, na desinfecção de veículos e equipamentos, na separação de lotes e na comunicação imediata de sinais clínicos ou mortalidade fora do padrão.

Fontes

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