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Frísia dobra produção de ração para suínos em Carambeí (PR)

Frísia inaugura linha exclusiva para suínos, moderniza fábrica em Carambeí e dobra a produção mensal de ração para 12 mil toneladas, reforçando a cadeia na região dos Campos Gerais.

01 de agosto de 2026 4 min de leitura
Frísia dobra produção de ração para suínos em Carambeí (PR)

A Frísia Cooperativa Agroindustrial inaugurou uma linha exclusiva de ração para suínos na fábrica de Carambeí (PR), elevando a capacidade mensal de 6 mil para 12 mil toneladas da marca Rações Batavo.[1] O investimento acompanha o avanço da suinocultura da cooperativa na região dos Campos Gerais, onde o plantel de matrizes passou de 5,5 mil para 10 mil fêmeas em pouco mais de um ano.[1]

O que aconteceu

A unidade de rações da Frísia em Carambeí passou por uma modernização completa e recebeu uma nova linha dedicada à alimentação de suínos.[1] Com isso, a cooperativa dobrou a capacidade mensal de produção, atendendo com mais folga o crescimento da integração de suínos na região.[1]

A fábrica produz a marca Rações Batavo e passa a operar com maior autonomia para abastecer os cooperados, reduzindo a dependência de terceiros no fornecimento de insumos para nutrição animal.[1] Segundo a Frísia, o investimento foi planejado para acompanhar o aumento rápido do plantel, que passou de 5,5 mil para 10 mil fêmeas em cerca de um ano.[1]

O presidente do Conselho de Administração, Geraldo Slob, destacou que a ampliação fortalece toda a cadeia produtiva ao garantir oferta de ração, padronização nutricional e maior competitividade para os produtores integrados.[1] A unidade em Carambeí integra o complexo da cooperativa, que atua fortemente em suinocultura na região.[2][11]

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Por que importa para o agro

Para o produtor de suínos, ter acesso a uma fábrica cooperativa com maior capacidade e linha exclusiva significa mais segurança de abastecimento, menor risco de quebra de fornecimento e possibilidade de escalonar a produção com previsibilidade de custos de ração. Em sistemas intensivos, o alimento representa a maior parte do custo operacional da granja.

No mercado, a expansão da estrutura de ração da Frísia reforça a competitividade da suinocultura dos Campos Gerais em relação a outras regiões produtoras, como Oeste do Paraná e Sul de Santa Catarina. A capacidade de produzir 12 mil toneladas mensais contribui para sustentar o crescimento da oferta de carne suína, em linha com projeções de alta de produção nacional, estimada pela ABPA em cerca de 5% em 2026.[14]

Dados e contexto

  • Capacidade de ração para suínos em Carambeí: 12 mil t/mês (antes, 6 mil t/mês).[1]
  • Plantel de fêmeas da suinocultura da Frísia: avanço de 5,5 mil para 10 mil matrizes em pouco mais de um ano.[1]
  • Frísia Cooperativa Agroindustrial: atuação relevante em suínos na região de Carambeí, PR.[2][11]
  • Produção brasileira de carne suína: estimada em 5,870 milhões de toneladas em 2026, contra 5,592 milhões em 2025.[14]
  • Exportações de carne suína: previsão de até 1,6 milhão de toneladas em 2026, segundo a ABPA.[14]
IndicadorValor/Informação
Capacidade de ração Frísia (suínos)12 mil t/mês em Carambeí

| Aumento de capacidade | +6 mil t/mês | | Plantel de fêmeas Frísia | 10 mil matrizes | | Produção de carne suína Brasil 2025 | 5,592 milhões t | | Produção de carne suína Brasil 2026 | 5,870 milhões t (projeção ABPA) |

Esse movimento da cooperativa dialoga com o mapa da suinocultura brasileira, que mostra concentração da atividade em polos com forte presença de cooperativismo e agroindústria integrada.[16] A ampliação da fábrica de ração tende a reforçar a posição dos Campos Gerais nesse cenário.

O que observar daqui pra frente

Produtores e mercado devem acompanhar como a maior oferta de ração própria da Frísia impactará custos, produtividade e expansão de granjas na região. Há espaço para novos investimentos em tecnologia de nutrição, ajustes finos de formulação e aumento da escala de abate, em um ambiente de demanda interna e externa em crescimento, mas sujeito a oscilações de preço de insumos e de mercado internacional.

Fontes

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