Gestão

Governança deficiente: o fator subestimado nas crises do agro

Governança fraca agrava crises no agronegócio, com 10% dos gestores de grandes fazendas ignorando o conceito, segundo KPMG e IBGC.

07 de maio de 2026 2 min de leitura
Governança deficiente: o fator subestimado nas crises do agro

Governança inadequada é o risco mais ignorado no agronegócio brasileiro. Estudo da KPMG e IBGC mostra que 10% dos gestores de grandes fazendas desconhecem o termo. Outros 15% não veem sua relevância. Isso compromete planejamento, investimentos e sustentabilidade dos negócios rurais.

O que aconteceu

Pesquisa da KPMG e Instituto Brasileiro de Governança Corporativa analisou propriedades rurais. Revelou desconhecimento básico sobre governança entre líderes de fazendas grandes. Muitos operam sem estruturas claras de gestão e sucessão.

No agro familiar, comum no Brasil, falta separação entre contas pessoais e empresariais. Webinar da FAESP/Senar em 2026 reforçou: regras claras evitam conflitos geracionais e garantem continuidade.

Empresas buscam profissionalização para competir globalmente, mas avançam devagar em governança estratégica.

Por que importa para o agro

Produtores enfrentam mercado competitivo e exigente. Governança forte reduz riscos financeiros e operacionais, facilitando acesso a crédito mais barato. Bancos priorizam fazendas organizadas contábil e juridicamente.

Sem ela, crises como oscilações de preços ou problemas na carteira de clientes se agravam. Uma gestão madura transforma riscos em oportunidades de crescimento sustentável.

Dados e contexto

IndicadorPercentual
Gestores que desconhecem governança**10%**
Não reconhecem importância**15%**
  • Embrapa destaca interdependência do agro com energia, saúde e meio ambiente, demandando nova arquitetura de governança.
  • PwC: profissionalização atrai investimentos e planeja gerações futuras.
  • Aegro: boa governança sustenta ESG, elevando lucro e crédito.

O que observar daqui pra frente

Monitore webinars como o da FAESP/Senar e estudos KPMG para boas práticas. Invista em separação patrimonial e planejamento sucessório. Oportunidade: governança abre mercados de capitais e linhas ESG. Risco: crises amplificadas por falta de estrutura levam a falências.

Fontes

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