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Governo libera R$ 125 milhões para agricultura familiar no RN

Pacote de R$ 125 milhões para o Rio Grande do Norte mira crédito, assistência técnica e regularização fundiária para fortalecer a agricultura familiar.

19 de maio de 2026 5 min de leitura
Governo libera R$ 125 milhões para agricultura familiar no RN

O governo federal anunciou um pacote de R$ 125 milhões para apoiar a agricultura familiar no Rio Grande do Norte. Os recursos serão destinados a crédito, assistência técnica, compras públicas e regularização fundiária, com foco em pequenos produtores do Semiárido. A medida tenta destravar investimentos em produção de alimentos, geração de renda local e segurança hídrica no estado.

O que aconteceu

O anúncio foi feito durante agenda oficial no Rio Grande do Norte, com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do governo estadual. O pacote reúne diferentes linhas de ação, somando R$ 125 milhões, com implementação gradual ao longo dos próximos meses.

Segundo o governo, parte relevante desse montante virá de linhas de crédito do Pronaf, reforçadas para atender agricultores enquadrados na agricultura familiar, conforme a Lei nº 11.326/2006. Outra parcela será aplicada em programas de assistência técnica e extensão rural, em parceria com o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN e prefeituras.

Também foi anunciada a destinação de recursos para regularização fundiária, apoio à infraestrutura hídrica e ampliação da participação da agricultura familiar em programas de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A prioridade serão municípios mais afetados pela seca e pela insegurança alimentar.

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Por que importa para o agro

Para o produtor familiar do RN, o pacote pode significar acesso real a crédito subsidiado, assistência técnica contínua e mais mercado garantido via compras institucionais. Isso reduz risco, facilita investimento em irrigação, pastagens, fruticultura, horticultura e pequenas criações, e pode elevar a produtividade em áreas hoje subutilizadas.

Na escala da cadeia, o reforço à agricultura familiar tende a movimentar cooperativas, agroindústrias locais e o comércio de insumos. Se bem executado, o programa pode estabilizar a oferta de alimentos básicos na região, reduzir a dependência de produtos de outros estados e gerar renda no interior, com impacto direto em logística, transporte e serviços.

Dados e contexto

A Lei nº 11.326/2006 define agricultor familiar pelo uso predominante de mão de obra da própria família, área limitada e renda vinculada à atividade rural. Esse público é o foco do Pronaf e das principais políticas de apoio ao segmento.

De acordo com o IBGE, a agricultura familiar responde por grande parte da produção de alimentos que abastece o mercado interno, sobretudo feijão, mandioca, hortaliças e leite. No Nordeste, a participação desses produtores é ainda mais relevante, mas a vulnerabilidade climática e a baixa oferta de crédito limitam o desempenho.

A Conab vem apontando o peso da agricultura familiar no abastecimento regional e na composição dos estoques públicos de alimentos. Já Embrapa Semiárido ressalta que tecnologias simples, como irrigação localizada, manejo de solo e uso de cultivares adaptadas, podem elevar significativamente a produtividade na região quando combinadas com assistência técnica.

O Pronaf é hoje a principal porta de entrada de crédito para a agricultura familiar, com taxas de juros menores que as do crédito rural tradicional. Programas como PAA e PNAE dão previsibilidade de vendas, ao garantir a compra de produtos da agricultura familiar para merenda escolar e estoques governamentais, gerando demanda mínima para cooperativas e associações.

Em operações recentes, o governo federal também tem usado recursos para regularização fundiária, o que dá segurança jurídica e acesso a crédito formal. No Semiárido, investimentos em cisternas, barragens, sistemas simplificados de irrigação e energia renovável têm sido priorizados como forma de garantir produção mais estável ao longo do ano.

Eixo de açãoImpacto esperado para o produtor

| Crédito Pronaf | Investir em equipamentos, irrigação e insumos | | Assistência técnica e extensão | Melhorar manejo, produtividade e gestão | | Compras públicas (PAA, PNAE) | Garantir mercado e fluxo de caixa mínimo | | Regularização fundiária | Acesso a financiamento e segurança jurídica | | Infraestrutura hídrica | Reduzir perdas em períodos de seca |

O que observar daqui pra frente

Produtores e cooperativas do RN devem acompanhar o detalhamento das linhas de crédito, prazos e critérios, além do cronograma de execução dos projetos de assistência técnica e regularização fundiária. O efeito prático do pacote dependerá da rapidez na liberação dos recursos, da capacidade dos municípios em estruturar projetos e da integração com pesquisas da Embrapa e orientações técnicas locais. Quem se organizar cedo tende a capturar as melhores oportunidades de financiamento e mercado.

Fontes

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