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Guilherme Campos defende continuidade de políticas para o setor sucroenergético

Secretário destaca a necessidade de manter políticas públicas para dar previsibilidade aos investimentos em açúcar, etanol e bioenergia.

26 de outubro de 2026 3 min de leitura
Guilherme Campos defende continuidade de políticas para o setor sucroenergético

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, defendeu a continuidade das políticas públicas voltadas ao setor sucroenergético. A avaliação é que regras estáveis são necessárias para garantir previsibilidade, estimular investimentos e manter a competitividade de uma cadeia estratégica para o Brasil.

O que aconteceu

Campos afirmou que o setor precisa de segurança para planejar a produção e os investimentos de longo prazo. A cadeia envolve produtores de cana, usinas, fabricantes de máquinas, transportadores e empresas ligadas à geração de energia.

A defesa da continuidade ocorre em um momento de mudanças no mercado de combustíveis e de maior atenção à transição energética. O etanol, o açúcar, a bioeletricidade e o biometano ampliam as fontes de receita das usinas e reduzem a dependência de um único produto.

A previsibilidade regulatória também influencia decisões sobre renovação de canaviais, modernização industrial, irrigação, mecanização e adoção de tecnologias. Sem horizonte claro, projetos de maior prazo podem ser adiados ou perder atratividade.

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Por que importa para o agro

Para o produtor de cana, políticas consistentes ajudam a reduzir o risco nas decisões de plantio e renovação das lavouras. A estabilidade da demanda por etanol e açúcar pode melhorar o planejamento de contratos, investimentos e custos operacionais.

Para as usinas, a manutenção de programas e regras claras favorece a expansão da capacidade industrial. Também pode acelerar investimentos em eficiência energética, produção de biogás, cogeração de eletricidade e aproveitamento de resíduos.

A cadeia sucroenergética tem forte impacto regional. A atividade movimenta empregos, serviços, transporte e fornecedores de insumos em municípios produtores. Mudanças bruscas em tributos, mistura de combustíveis ou incentivos podem afetar toda essa rede.

Dados e contexto

A Conab acompanha a safra de cana em levantamentos periódicos para apoiar decisões do governo e dos agentes de mercado.[2] Os dados mais recentes disponíveis na base consultada apontam produção estimada de 705,2 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27, alta de 4,7% sobre o ciclo anterior.[1]

A projeção também indica mudanças no mix industrial. A produção de açúcar deve recuar 2,9%, para 42,89 milhões de toneladas, enquanto o etanol de cana pode crescer 9,7%, alcançando 29,98 bilhões de litros.[1]

IndicadorProjeção para 2026/27
Produção de cana705,2 milhões de toneladas [1]
Área colhida9,1 milhões de hectares [1]
Açúcar42,89 milhões de toneladas [1]
Etanol de cana29,98 bilhões de litros [1]

Os números reforçam a importância de políticas capazes de equilibrar produção de alimentos, combustíveis e energia. O direcionamento do mix entre açúcar e etanol depende de preços, câmbio, demanda interna, exportações e regras para combustíveis.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será a capacidade do governo de manter previsibilidade regulatória e coordenação com o setor privado. Produtores e usinas devem acompanhar mudanças na tributação, na mistura de etanol à gasolina, no mercado de créditos de descarbonização e nos programas de financiamento. A continuidade pode abrir espaço para novos investimentos, mas custos elevados e oscilações de preços continuam como riscos para a margem da cadeia.

Fontes

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