Gestão

Hugo Motta defende fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

Presidente da Câmara critica escala 6x1 e apoia redução da jornada para 40 horas semanais, em acordo com o governo que pode impactar custos no agro.

14 de maio de 2026 2 min de leitura
Hugo Motta defende fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, defendeu a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e criticou a escala 6x1. O acordo entre governo e Câmara avança na PEC que garante dois dias de folga consecutivos, sem corte salarial. Isso afeta setores como agro, com possíveis aumentos de custo operacional.

O que aconteceu

Motta destacou que a escala 6x1, comum em indústrias e serviços essenciais, prejudica a saúde e o descanso dos trabalhadores. Ele apoia o formato 5x2 como padrão, alinhado à proposta do governo Lula.

A comitiva de empresários da FecomercioSP viajou a Brasília para negociar compensações na PEC. Eles preveem alta de 22% nos custos trabalhistas e pedem prevalência de acordos coletivos.

Propostas incluem regimes diferenciados para micro e pequenas empresas, redução de encargos tributários e medidas econômicas do governo para mitigar impactos.

Por que importa para o agro

No agronegócio, a escala 6x1 é usada em colheitas, logística e processamento, garantindo continuidade na produção sazonal. O fim dela pode elevar custos em até 22%, repassados a insumos e alimentos.

Produtores rurais enfrentam menor flexibilidade operacional, com risco de demissões ou automação acelerada. Isso pressiona margens em um setor que representa 25% do PIB, segundo IBGE.

Dados e contexto

IndicadorAtualProposto
Jornada semanal44 horas40 horas
Custo trabalho (FecomercioSP)-+22%
Participação agro no PIB (IBGE 2025)25%-

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta para perda de competitividade frente a concorrentes como EUA e Argentina, onde jornadas flexíveis prevalecem (USDA).

Conab estima que alta de custos logísticos pode elevar preços de grãos em 5-10% no ciclo 2026/27.

O que observar daqui pra frente

Acompanhe votações na Câmara e Senado nas próximas semanas. Empresários pressionam por emendas com compensações fiscais. Para o agro, risco de judicialização ou acordos setoriais via CNA pode definir flexibilidade em safras intensas.

Fontes

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