Hugo Motta defende fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho
Presidente da Câmara critica escala 6x1 e apoia redução da jornada para 40 horas semanais, em acordo com o governo que pode impactar custos no agro.
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, defendeu a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e criticou a escala 6x1. O acordo entre governo e Câmara avança na PEC que garante dois dias de folga consecutivos, sem corte salarial. Isso afeta setores como agro, com possíveis aumentos de custo operacional.
O que aconteceu
Motta destacou que a escala 6x1, comum em indústrias e serviços essenciais, prejudica a saúde e o descanso dos trabalhadores. Ele apoia o formato 5x2 como padrão, alinhado à proposta do governo Lula.
A comitiva de empresários da FecomercioSP viajou a Brasília para negociar compensações na PEC. Eles preveem alta de 22% nos custos trabalhistas e pedem prevalência de acordos coletivos.
Propostas incluem regimes diferenciados para micro e pequenas empresas, redução de encargos tributários e medidas econômicas do governo para mitigar impactos.
Por que importa para o agro
No agronegócio, a escala 6x1 é usada em colheitas, logística e processamento, garantindo continuidade na produção sazonal. O fim dela pode elevar custos em até 22%, repassados a insumos e alimentos.
Produtores rurais enfrentam menor flexibilidade operacional, com risco de demissões ou automação acelerada. Isso pressiona margens em um setor que representa 25% do PIB, segundo IBGE.
Dados e contexto
| Indicador | Atual | Proposto |
|---|---|---|
| Jornada semanal | 44 horas | 40 horas |
| Custo trabalho (FecomercioSP) | - | +22% |
| Participação agro no PIB (IBGE 2025) | 25% | - |
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta para perda de competitividade frente a concorrentes como EUA e Argentina, onde jornadas flexíveis prevalecem (USDA).
Conab estima que alta de custos logísticos pode elevar preços de grãos em 5-10% no ciclo 2026/27.
O que observar daqui pra frente
Acompanhe votações na Câmara e Senado nas próximas semanas. Empresários pressionam por emendas com compensações fiscais. Para o agro, risco de judicialização ou acordos setoriais via CNA pode definir flexibilidade em safras intensas.
Fontes
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