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Incêndios destroem lavouras e causam prejuízo milionário em Goiás

Fogo destruiu áreas de milho e cana em Goiás, atingiu lavouras próximas da colheita e ampliou as perdas dos produtores.

27 de setembro de 2026 3 min de leitura
Incêndios destroem lavouras e causam prejuízo milionário em Goiás

Incêndios destruíram lavouras de milho e cana-de-açúcar em Goiás e atingiram áreas próximas da colheita. As chamas afetaram propriedades em Mineiros, Pontalina e Montividiu. Em uma fazenda, a perda estimada chega a R$ 2,5 milhões, segundo o produtor.

O que aconteceu

O fogo consumiu cerca de 250 hectares de milho em uma propriedade de Goiás. A plantação estava pronta para ser colhida, o que elevou o impacto financeiro da ocorrência. Além da produção, o incêndio também atingiu estruturas e áreas de palhada.

Em outra propriedade, aproximadamente 160 hectares de palhada foram queimados, junto com parte da lavoura de milho. A palhada protege o solo, reduz a erosão e ajuda a conservar umidade, por isso sua perda pode afetar o manejo das próximas safras.

Os produtores enfrentam as perdas em um momento de pressão sobre as margens. O milho registra preços considerados baixos por agricultores, enquanto os custos de sementes, fertilizantes, defensivos, combustível e operações permanecem elevados.

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Por que importa para o agro

A destruição antes da colheita transforma todo o investimento realizado na lavoura em perda direta. O produtor deixa de vender o grão e ainda pode precisar arcar com despesas de replantio, recuperação do solo, recomposição de cercas e manutenção de máquinas afetadas pelo fogo.

O impacto também alcança a cadeia regional. Menor oferta local pode reduzir o recebimento de cooperativas, afetar transportadores e pressionar a disponibilidade de milho para fábricas de ração. No campo, a retirada da palhada aumenta a exposição do solo e pode comprometer o estabelecimento da próxima cultura.

Dados e contexto

  • 250 hectares: área de milho destruída em uma das propriedades atingidas.
  • R$ 2,5 milhões: prejuízo estimado pelo produtor nessa fazenda.
  • 160 hectares: área de palhada queimada em outra propriedade, além de parte do milho.
  • Municípios citados: Mineiros, Pontalina e Montividiu.
  • 191,1 mil hectares: área de vegetação atingida pelo fogo em Goiás entre janeiro e agosto de 2026, conforme dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ.
  • 27%: redução da área queimada no estado na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 261,8 mil hectares.
A queda no acumulado estadual não elimina o risco para as propriedades rurais. Incêndios localizados podem provocar perdas elevadas quando atingem lavouras em fase final de desenvolvimento, estoques ou instalações de produção.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem reforçar aceiros, limpar áreas próximas a estradas e instalações, manter equipamentos de combate disponíveis e registrar imagens das áreas afetadas. Também é necessário acionar seguradoras, cooperativas e órgãos de assistência técnica rapidamente. A documentação da ocorrência ajuda em pedidos de indenização, crédito emergencial e avaliação dos danos agronômicos.

Fontes

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