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JBS cria frente para desenvolver alimentos e bebidas proteicos

JBS lança a Genu-in Solutions para criar alimentos e bebidas ricos em proteína para outras marcas, ampliando o uso da proteína bovina em novas categorias.

21 de setembro de 2026 4 min de leitura
JBS cria frente para desenvolver alimentos e bebidas proteicos

A JBS lançou a Genu-in Solutions, nova frente de negócios voltada ao desenvolvimento de alimentos e bebidas ricos em proteína para outras empresas, no modelo B2B. A unidade nasce dentro da Genu-in, braço de Novos Negócios especializado em colágeno e gelatina, e mira um mercado global de alimentos funcionais que deve superar US$ 100 bilhões até 2030.[2][3]

O que aconteceu

A Genu-in Solutions foi criada para levar proteína a novas categorias de alimentos e bebidas, além do tradicional segmento de suplementos esportivos. A área vai atuar como parceira de indústrias de alimentos e bebidas, desenvolvendo produtos sob medida, inclusive em modelo white label, em que a criação é da JBS e a marca é do cliente.[2][3][5]

A nova frente amplia o escopo da Genu-in, que hoje fornece peptídeos de colágeno e gelatina produzidos a partir da cadeia bovina da JBS, com investimento estimado em R$ 400 milhões desde sua criação em 2022.[4] Agora, além de ingredientes, a operação passa a oferecer serviços de formulação, estudos de estabilidade, avaliação regulatória, produção, comunicação e logística.[2][3]

Entre as aplicações em desenvolvimento estão snacks, gomas, balas, barras, chocolates, requeijão, lácteos, refeições prontas e bebidas prontas para consumo (RTD), incluindo formatos como cerveja e água com proteína.[1][3][9] A estratégia é ocupar espaço no consumo diário, em produtos com apelo de conveniência e saúde.

Por que importa para o agro

A iniciativa amplia o uso econômico da cadeia bovina, transformando partes de menor valor em ingredientes proteicos de alto valor agregado. Isso reforça a demanda por matéria-prima e estimula modelos de integração mais eficientes entre indústria de proteína animal, frigoríficos e fornecedores de gado.[2][4]

Ao apostar em alimentos funcionais e nutrição de precisão, a JBS tenta capturar margens maiores fora da carne in natura, diversificando receitas e reduzindo a dependência de ciclos de preço da pecuária. Para o agro, é um movimento que tende a fortalecer a posição do Brasil como fornecedor de proteínas premium e soluções nutricionais para mercados urbano e global.[3][7][12]

Dados e contexto

A JBS é uma das maiores empresas globais de proteína, com presença relevante em carne bovina, suína e de frango. A criação da Genu-in e da Genu-in Solutions se insere em uma estratégia mais ampla de proteínas funcionais e biotecnologia aplicada.[2][12][15]

A Genu-in transforma subprodutos da cadeia bovina em peptídeos de colágeno e gelatina, atendendo indústrias de alimentos, bebidas, suplementos e cosméticos.[2][4] Já a Genu-in Solutions amplia esse alcance para o desenvolvimento completo de produtos finais.

O mercado global de alimentos funcionais, que inclui produtos com maior teor de proteína, fibras e ingredientes bioativos, é estimado em mais de US$ 100 bilhões até 2030.[3][4] A JBS quer capturar parte desse crescimento ao levar proteína para categorias como:

  • Bebidas prontas para consumo (RTD), inclusive água e cerveja com proteína[1][3][9]
  • Snacks e barras proteicas para consumo rápido[3]
  • Lácteos e requeijão proteicos, com maior teor de colágeno[3]
  • Gomas e balas com colágeno, voltadas a beleza e bem-estar[2][3]
Esse movimento se conecta ao JBS Biotech Innovation Center, em Florianópolis, voltado a pesquisas em proteínas funcionais, nutrição de precisão e novos usos para matérias-primas de baixo valor.[8][12][15] O centro trabalha com hidrólise de proteínas e identificação de peptídeos bioativos, que podem ser aplicados em alimentos, bebidas e saúde animal.[7][13]

O que observar daqui pra frente

Produtores e indústria devem acompanhar a expansão de parcerias da Genu-in Solutions com marcas de bebidas, lácteos e snacks, além da evolução regulatória de produtos com alto teor proteico e alegações funcionais. O desempenho dessa frente indicará quanto a proteína bovina pode ganhar espaço em categorias além da carne e do whey, abrindo novas oportunidades de valor na cadeia e exigindo maior alinhamento entre produção, qualidade da matéria-prima e inovação.

Fontes

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