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Maçã brasileira acelera exportações e mira novos mercados

As exportações de maçã do Brasil dispararam no 1º semestre de 2026 e o setor busca ampliar presença na Ásia e em outros destinos.

09 de agosto de 2026 3 min de leitura
Maçã brasileira acelera exportações e mira novos mercados

As exportações brasileiras de maçã tiveram forte alta no primeiro semestre de 2026, com crescimento superior a 220% em volume, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). O avanço recoloca a fruta no radar do comércio exterior e reforça a busca por novos destinos.

O movimento é importante para a cadeia porque ajuda a absorver a produção, melhora a renda do produtor e reduz a dependência do mercado interno. Também mostra recuperação após safras menores afetadas pelo clima.

O que aconteceu

A maçã brasileira voltou a ganhar espaço no mercado externo depois de dois anos mais fracos. A recuperação veio com a retomada da produção, após perdas climáticas, e com o aumento da área cultivada, segundo a ABPM.[1]

O setor agora trabalha para abrir novas rotas comerciais. Entre os alvos estão mercados asiáticos, como Malásia e Indonésia, em uma estratégia para diversificar destinos e reduzir a concentração em poucos compradores.[3]

No Sul, principal polo produtor, a articulação comercial ganhou força porque o Rio Grande do Sul responde por grande parte da oferta exportável do país.[3][12]

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Por que importa para o agro

Para o produtor, exportar mais significa ter uma saída melhor para a fruta de padrão mais alto e maior estabilidade de preço. Em anos de oferta cheia, o mercado externo ajuda a sustentar a comercialização e melhora a margem da cadeia.

Para o setor, a retomada confirma que a maçã brasileira tem espaço fora do país quando há qualidade, logística e abertura sanitária. O desafio agora é transformar o salto pontual em fluxo regular, com presença maior em mercados de maior valor.

Dados e contexto

IndicadorDado
Crescimento das exportações no 1º semestre de 2026**Acima de 220%** em volume[1][9]
Produção do RSCerca de **420 mil toneladas**[3]
Participação do RS nas exportações**83%** do total nacional[3]
Destinos em foco**Malásia** e **Indonésia**[3]
Exportações de frutas do Brasil no 1º semestre de 2026**619 mil toneladas** e **US$ 709 milhões**[12]

A ABPM atribui a melhora à recuperação produtiva e à ampliação de área. Já dados compilados por consultorias e divulgados na imprensa mostram que o semestre foi positivo para a fruticultura em geral, com a maçã entre os destaques da pauta exportadora.[1][12]

O que observar daqui pra frente

O principal ponto é saber se o avanço nas exportações vai se manter até o fim do ano. Clima, custo logístico, câmbio e exigências fitossanitárias seguem como fatores decisivos para a competitividade da fruta brasileira.

Se a abertura de novos mercados avançar, o setor pode ganhar mais previsibilidade e valor por caixa exportada. Se isso não andar, a oferta maior pode voltar a pressionar preços no mercado interno.

Fontes

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