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Mapa do Agro revela força e desafios do campo em Santa Catarina

Segunda edição do Mapa do Agro detalha o peso do agronegócio na economia catarinense e aponta gargalos logísticos e de inovação para manter a competitividade.

04 de junho de 2026 4 min de leitura
Mapa do Agro revela força e desafios do campo em Santa Catarina

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) lançou a 2ª edição do Mapa do Agro, estudo que detalha o peso do agronegócio na economia catarinense e os gargalos que travam o setor. O material reúne dados inéditos sobre produção, exportações, empregos e infraestrutura, servindo de base para políticas públicas e decisões de investimento.

O que aconteceu

A Facisc apresentou o novo Mapa do Agro em evento com lideranças empresariais, cooperativas, produtores e representantes do poder público. O documento faz um raio-x do agronegócio em todas as regiões do estado, com foco nas principais cadeias: proteína animal, grãos, leite, florestas, frutas e hortaliças.

O estudo cruza dados de produção, PIB, empregos, arrecadação e exportações com informações de logística, crédito, inovação e infraestrutura. O objetivo é mostrar onde o agro catarinense é mais competitivo e onde estão os maiores riscos, como dependência de insumos importados, custos logísticos elevados e pressão ambiental.

A publicação também traz mapas temáticos e indicadores municipais, apontando concentrações de atividade agroindustrial e regiões com potencial ainda pouco explorado. A ideia é orientar projetos de expansão, atração de indústrias e melhoria de serviços para o campo.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, o Mapa do Agro ajuda a entender melhor o ambiente de negócios em que está inserido: custos, gargalos logísticos, acesso a mercados e vocação da região. Isso apoia decisões sobre investimento em tecnologia, mudança de atividade, associação a cooperativas ou busca de novos canais de comercialização.

Para a cadeia como um todo, o estudo funciona como ferramenta de planejamento. Empresas, cooperativas e governos podem usar as informações para priorizar obras de infraestrutura, políticas de crédito, programas de inovação e capacitação técnica, reduzindo riscos e elevando a competitividade em um cenário de margens apertadas e forte concorrência global.

Dados e contexto

Santa Catarina é referência nacional em proteína animal e agroindústria integrada, com forte presença de cooperativas e grandes grupos privados. Dados de levantamentos de instituições como IBGE, Embrapa, Conab, MAPA e Secretaria da Fazenda estadual costumam indicar:

  • Participação relevante do agro no PIB catarinense, tanto direto quanto indireto.
  • Forte peso das exportações de carnes suína e de frango na balança comercial do estado.
  • Alta geração de empregos nas agroindústrias e nas cadeias de insumos, transporte e serviços.
O Mapa do Agro costuma destacar ainda:
  • Logística: dependência de rodovias sobrecarregadas, gargalos até portos e custos elevados de frete em regiões de serra.
  • Crédito e seguro: necessidade de ampliar acesso ao crédito rural e ferramentas de mitigação de risco climático.
  • Inovação e tecnologia: espaço para expandir agricultura de precisão, digitalização, bioinsumos e sistemas integrados, aproveitando a base industrial e tecnológica do estado.
  • Ordenamento territorial: pressão por uso da terra, legislação ambiental e necessidade de conciliar produção, conservação e expansão urbana.
Em paralelo, estudos nacionais de Embrapa e MAPA mostram que estados com agroindustrialização forte, como Santa Catarina, tendem a gerar mais valor adicionado e renda por hectare do que regiões focadas apenas em produção primária. Isso reforça a importância de estratégias de agregação de valor, diversificação de produtos e abertura de mercados externos.

O que observar daqui pra frente

A partir do novo Mapa do Agro, o setor deve acompanhar como governos e iniciativa privada vão transformar o diagnóstico em projetos concretos: melhoria de estradas e portos, políticas de apoio à inovação, programas de gestão de riscos climáticos e incentivo à agregação de valor. Para o produtor, a oportunidade está em se posicionar nessas agendas, buscar integração com cadeias mais estruturadas e usar os dados do estudo para planejar melhor investimentos, sucessão e diversificação.

Fontes

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