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MFG Agropecuária reorganiza operação e amplia foco em confinamentos próprios

Empresa de Marcos Molina reorganiza a operação pecuária para aumentar a participação de animais próprios e expandir seus confinamentos.

30 de setembro de 2026 4 min de leitura
MFG Agropecuária reorganiza operação e amplia foco em confinamentos próprios

A MFG Agropecuária, empresa de pecuária controlada por Marcos Molina, está reorganizando o modelo de negócios para aumentar a participação de animais próprios nos confinamentos. A estratégia busca dar mais previsibilidade à produção, melhorar o controle sobre os resultados e preparar a empresa para uma nova fase de expansão.

O que aconteceu

A companhia pretende concentrar esforços na operação de confinamentos próprios, reduzindo a dependência de formatos baseados exclusivamente na prestação de serviços para terceiros. A mudança envolve ajustes na estrutura operacional e na alocação de capital entre as unidades.

A MFG mantém uma das maiores operações de confinamento do país. A empresa atua em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, com estruturas voltadas à engorda intensiva de bovinos e ao atendimento de diferentes origens de animais.

O movimento ocorre em um momento de crescimento do confinamento brasileiro. O sistema permite encurtar o ciclo de produção, elevar o peso de abate e planejar melhor a oferta de gado terminado, mas exige controle rigoroso sobre compra de animais, custo da dieta, sanidade e preço de venda.

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Por que importa para o agro

A maior presença de gado próprio muda o perfil de risco da empresa. No modelo de prestação de serviço, a receita está mais ligada à ocupação das instalações e às tarifas cobradas. Com animais próprios, a MFG passa a capturar também o resultado da compra, da engorda e da comercialização dos bovinos.

Para o mercado, a estratégia reforça a tendência de profissionalização e verticalização da pecuária. Empresas com escala conseguem integrar recria, terminação, nutrição e venda, mas ficam mais expostas à variação do boi magro, dos grãos e das cotações da arroba.

A expansão também pode aumentar a disputa por animais e insumos nas regiões onde a MFG atua. Para produtores parceiros, isso cria oportunidades de fornecimento de gado e de contratos de terminação, desde que as condições comerciais compensem os custos e os riscos da atividade.

Dados e contexto

  • A MFG confinou 261.097 bovinos em 2023, segundo levantamento do Portal DBO.
  • As seis unidades então listadas tinham capacidade estática conjunta de 139 mil cabeças.
  • A empresa operava confinamentos em Pereira Barreto (SP), Terenos (MS), Mineiros (GO), Campo Verde (MT), Campo Novo do Parecis (MT) e Tangará da Serra (MT).
  • O Censo de Confinamento 2025 da dsm-firmenich apontou 8,53 milhões de bovinos confinados no Brasil, distribuídos por 1.964 propriedades e 1.011 municípios.
  • Mato Grosso permanece entre os principais polos nacionais de terminação intensiva, favorecido pela disponibilidade de grãos, escala agrícola e concentração do rebanho.
O confinamento melhora a conversão de alimento em ganho de peso, mas o resultado depende da relação entre o preço de entrada do boi, o custo da ração, o período de permanência e a cotação da arroba na saída. A gestão desses indicadores será central para a expansão da MFG.

O que observar daqui pra frente

Os principais pontos serão o ritmo de formação do rebanho próprio, a ocupação das unidades e a capacidade de controlar custos em períodos de milho e farelo mais caros. Também será necessário acompanhar o preço do boi magro, a oferta de animais e a demanda dos frigoríficos. A expansão pode elevar a eficiência da empresa, mas exigirá disciplina financeira e proteção contra oscilações de mercado.

Fontes

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