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Mosaic registra prejuízo no terceiro trimestre e operação brasileira entra no vermelho

Mosaic teve prejuízo de US$ 72 milhões no terceiro trimestre, enquanto a operação brasileira registrou queda de vendas e perda operacional.

04 de novembro de 2026 3 min de leitura
Mosaic registra prejuízo no terceiro trimestre e operação brasileira entra no vermelho

A Mosaic registrou prejuízo líquido de US$ 72 milhões no terceiro trimestre de 2026, ante lucro de US$ 411 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita caiu para US$ 3,1 bilhões. No Brasil, a Mosaic Fertilizantes também teve resultado negativo, pressionada pela queda nos volumes comercializados, pela menor produção e pelo acesso mais restrito dos clientes ao crédito.

O que aconteceu

O resultado global foi afetado por menores volumes de vendas e pelo aumento dos custos de matérias-primas, especialmente nas operações de fosfatados e no negócio brasileiro. A companhia registrou perda operacional de US$ 97 milhões, contra lucro de US$ 340 milhões um ano antes.

O Ebitda ajustado somou US$ 324 milhões, queda de 59,8% na comparação anual. A empresa informou que preços mais altos dos fertilizantes fosfatados ajudaram a reduzir parte da pressão, mas não compensaram a combinação de custos maiores e menor comercialização.

A Mosaic Fertilizantes teve receita de US$ 1,254 bilhão, recuo de 21,2%. O segmento saiu de lucro operacional de US$ 96 milhões para uma perda de US$ 21 milhões. O Ebitda ajustado caiu de US$ 241 milhões para US$ 41 milhões.

Por que importa para o agro

O desempenho brasileiro mostra como a demanda por fertilizantes pode ser afetada por crédito, produção e ritmo de compra no campo. Com menor capacidade de financiamento, produtores e distribuidores tendem a postergar pedidos, reduzir estoques e concentrar compras em períodos de maior necessidade.

A queda nas vendas também sinaliza pressão sobre a cadeia de distribuição. Para o produtor, o cenário pode resultar em negociações mais seletivas, mudanças no calendário de aquisição e maior atenção às condições de pagamento. Para a indústria, a prioridade passa a ser preservar margens e ajustar estoques sem perder participação no mercado.

Dados e contexto

  • A Mosaic comercializou 1,9 milhão de toneladas pela operação brasileira, contra 2,8 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2025.
  • O volume brasileiro caiu cerca de 32,1%, principalmente por menor produção local e restrições de crédito aos clientes.
  • A receita consolidada recuou de US$ 3,452 bilhões para US$ 3,101 bilhões.
  • O segmento de fosfatados teve perda operacional de US$ 194 milhões, contra lucro de US$ 102 milhões um ano antes.
  • As vendas de fosfatados caíram para 1,4 milhão de toneladas, ante 1,6 milhão no mesmo trimestre de 2025.
  • A unidade de potássio foi o principal ponto positivo, com lucro operacional de US$ 189 milhões, abaixo dos US$ 229 milhões registrados no ano anterior.
A companhia também revisou a expectativa de produção de potássio para 8,6 milhões de toneladas em 2026. Para o quarto trimestre, prevê vendas entre 2,3 milhões e 2,6 milhões de toneladas de potássio e entre 1,3 milhão e 1,6 milhão de toneladas de fosfatados.

O que observar daqui para frente

O mercado deve acompanhar a recuperação dos volumes no Brasil, a disponibilidade de crédito e o comportamento dos preços dos fertilizantes. Uma retomada das compras pode melhorar a utilização das fábricas, mas custos elevados de matérias-primas e menor produção continuarão pressionando as margens. No campo, planejamento antecipado e comparação entre condições de pagamento serão decisivos para reduzir o risco de compra em momentos de maior preço.

Fontes

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