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Novonesis amplia produção de enzimas para atender etanol de milho

Novonesis amplia a produção de enzimas e leveduras para acompanhar o crescimento da indústria brasileira de etanol de milho.

02 de novembro de 2026 3 min de leitura
Novonesis amplia produção de enzimas para atender etanol de milho

A Novonesis está ampliando a produção de enzimas e leveduras usadas na fabricação de etanol de milho. O movimento acompanha o avanço das usinas brasileiras e a maior demanda por tecnologias capazes de melhorar o aproveitamento da matéria-prima.

A expansão reforça a disputa por eficiência na indústria de biocombustíveis. Para as usinas, o desempenho desses insumos influencia a conversão do amido, o rendimento industrial e a estabilidade do processo.

O que aconteceu

A empresa anunciou investimentos para aumentar a capacidade de produção de soluções biológicas destinadas ao setor de etanol de milho. O portfólio inclui enzimas aplicadas na quebra do amido e leveduras utilizadas na fermentação.

O etanol produzido a partir do milho ganhou espaço no Brasil, principalmente no Centro-Oeste. A instalação de novas plantas e a ampliação de unidades existentes elevaram a necessidade de fornecedores especializados em insumos industriais.

A estratégia da Novonesis busca atender tanto novas usinas quanto operações que pretendem elevar a produtividade sem ampliar proporcionalmente o consumo de milho, água e energia.

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Por que importa para o agro

A expansão do etanol de milho cria um mercado adicional para o cereal e amplia as alternativas de comercialização para produtores. A indústria também gera coprodutos, como o DDG, usado na alimentação animal, fortalecendo a integração entre lavoura, usinas e pecuária.

Para o produtor, a maior capacidade industrial pode reduzir a dependência de mercados tradicionais em determinadas regiões. O efeito, porém, depende da logística, da disponibilidade de milho e da distância até as plantas, fatores que influenciam diretamente o preço recebido.

Na indústria, enzimas e leveduras mais eficientes podem melhorar o rendimento por tonelada processada. Isso reduz perdas e ajuda a proteger margens em períodos de milho mais caro ou de menor disponibilidade.

Dados e contexto

  • O milho é processado para extração do amido, que depois é convertido em açúcares e fermentado para produzir etanol.
  • O DDG concentra proteínas e nutrientes e pode substituir parte de ingredientes na formulação de rações.
  • A expansão das usinas ocorre principalmente em regiões produtoras, reduzindo parte do custo de transporte do cereal.
  • A Conab acompanha a produção e a oferta de milho no país, enquanto a ANP regula a produção e a comercialização de biocombustíveis.
EtapaFunção no processo
EnzimasQuebram o amido e liberam açúcares fermentáveis
LevedurasTransformam os açúcares em etanol
DDGCoproduto destinado principalmente à alimentação animal

O avanço do setor também se relaciona à política brasileira de descarbonização dos combustíveis. A demanda por etanol depende do consumo interno, da mistura obrigatória na gasolina e das condições do mercado de combustíveis.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será a velocidade de expansão das usinas e a capacidade de oferta de milho nas regiões produtoras. Produtores devem acompanhar contratos, fretes e prêmios locais antes de definir a venda para a indústria. Para as usinas, eficiência enzimática, rendimento da fermentação e aproveitamento do DDG serão decisivos para sustentar a rentabilidade.

Fontes

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