Sustentabilidade

Pecuária de baixo carbono ganha espaço como diferencial da carne brasileira

Embrapa e setor produtivo defendem a pecuária de baixo carbono como caminho para reduzir emissões e ampliar a competitividade da carne brasileira.

20 de junho de 2026 3 min de leitura
Pecuária de baixo carbono ganha espaço como diferencial da carne brasileira

A pecuária de baixo carbono foi apresentada como um fator de competitividade para a carne brasileira. A lógica é simples: reduzir emissões, recuperar pastagens e adotar boas práticas pode abrir mercados e agregar valor ao produto.

O tema ganhou força com o protocolo Carne Baixo Carbono, desenvolvido pela Embrapa com outras instituições. A proposta é reconhecer sistemas produtivos mais eficientes, com menor intensidade de emissão e maior alinhamento às exigências ambientais do mercado.

O que aconteceu

A matéria mostra a consolidação da pecuária de baixo carbono como pauta estratégica para a bovinocultura de corte. O foco está em sistemas que combinam recuperação de pastagens, manejo mais eficiente e integração com árvores ou outras atividades.

Segundo a Embrapa, o protocolo de Carne Baixo Carbono é voluntário e define critérios técnicos para certificar propriedades que consigam reduzir a intensidade de emissão. A ideia é transformar sustentabilidade em vantagem comercial, não apenas em obrigação ambiental.[3]

Na prática, o modelo inclui medidas como integração lavoura-pecuária-floresta, manejo adequado do solo e terminação mais eficiente dos animais. Em experiências divulgadas pelo setor, árvores no sistema ajudam a neutralizar parte das emissões da atividade.[1][2]

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Por que importa para o agro

Para o produtor, o ponto central é produtividade com menor impacto ambiental. Sistemas mais eficientes tendem a melhorar o uso da terra, elevar o ganho por hectare e reduzir perdas ligadas à degradação de pastagens.[2][5]

Para a cadeia da carne, o benefício é competitivo. Em um mercado pressionado por rastreabilidade, critérios socioambientais e exigências de compradores, produzir com menor pegada de carbono pode ajudar o Brasil a defender acesso e valor nos mercados interno e externo.[7][8]

Dados e contexto

IndicadorDado
Redução estimada de intensidade de emissão no protocolo CBC**10% a 35%**
Participação do metano entérico nas emissões totais**60% a 70%**
Exemplo citado de neutralizaçãoCerca de **200 árvores por hectare** podem neutralizar o metano emitido por **11 bovinos adultos por hectare/ano**
Política pública relacionada**Plano ABC+**

A Embrapa informa que o Protocolo Carne Baixo Carbono é de adesão voluntária e exige critérios em módulos como conformidade, solo, pasto, animal e terminação intensiva.[3] O pacote técnico dialoga com o Plano ABC+, que é a principal política federal para agricultura de baixa emissão.[2]

O que observar daqui pra frente

O avanço desse modelo depende de três fatores: custo de adaptação, capacidade de auditoria e prêmio pago pela carne certificada. Sem remuneração adequada, a adesão tende a ser lenta, especialmente entre produtores com pastagens degradadas ou baixa escala.

Ao mesmo tempo, há oportunidade para quem já investe em recuperação de áreas, ILPF, genética e manejo de precisão. Se o mercado continuar valorizando rastreabilidade e baixa emissão, a pecuária de baixo carbono pode sair do discurso e virar diferencial real de venda.[3][7]

Fontes

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