Manejo

Pecuarista de 81 anos usa carriola para tratar bois em Rondônia

Em Rondônia, Ivo José da Costa mantém manejo manual do rebanho com uma carriola e virou exemplo de dedicação na pecuária.

19 de setembro de 2026 3 min de leitura
Pecuarista de 81 anos usa carriola para tratar bois em Rondônia

Em Rolim de Moura (RO), o pecuarista Ivo José da Costa, de 81 anos, segue no trabalho diário com o gado e leva a ração aos animais usando uma carriola. A rotina chamou atenção pela simplicidade e pela constância, em um estado que está entre os principais polos da pecuária bovina do país.

O caso ganhou destaque porque mostra, na prática, a permanência do manejo manual em pequenas e médias propriedades. Também evidencia como experiência, disciplina e adaptação seguem pesando no desempenho da atividade, mesmo em um setor cada vez mais pressionado por eficiência.

O que aconteceu

Ivo José da Costa vive no Sítio JK e mantém o cuidado com o rebanho sem depender de estrutura sofisticada. Segundo a reportagem original, ele leva alimento aos bois três vezes ao dia, usando uma carriola para distribuir a mistura no cocho.

A imagem do produtor, já com 81 anos, reforça a ligação de longa data com a atividade. O caso não é sobre tecnologia de ponta, mas sobre rotina, resistência física e presença diária no manejo.

Em vez de terceirizar o cuidado ou reduzir a frequência de trato, ele mantém o padrão de atendimento aos animais. Isso ajuda a preservar condição corporal, uniformidade do lote e previsibilidade no ganho de peso.

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Por que importa para o agro

O episódio mostra que produtividade no campo não depende só de máquinas grandes. Em muitas fazendas, especialmente nas de menor escala, o resultado ainda vem da soma entre manejo correto, regularidade e observação do rebanho.

Para o produtor, esse tipo de rotina também tem valor econômico. Um trato bem feito reduz desperdício de alimento, melhora a resposta dos animais e ajuda a evitar perda de desempenho no confinamento ou semi-confinamento.

A história também conversa com a realidade de Rondônia, estado que ampliou seu peso na pecuária nacional. Em um ambiente de custos altos, qualquer ganho de eficiência no manejo vira diferença no caixa.

Dados e contexto

IndicadorDado
Abate de bovinos no Brasil no 1º trimestre de 2025**9,87 milhões de cabeças**
Variação ante o 1º tri de 2024**+4,6%**
Crescimento do abate em Rondônia no período**+53,25 mil cabeças**
Rebanho bovino de Rondônia**cerca de 17 milhões de cabeças**

O IBGE informou que Rondônia teve uma das maiores altas no abate de bovinos entre os estados com participação relevante no país. O dado reforça o peso do estado na oferta de carne e no avanço da pecuária de corte.

A Idaron também vem apontando um rebanho acima de 17 milhões de cabeças no estado, distribuído em mais de 113 mil propriedades rurais. Isso mostra a escala da atividade e explica por que histórias do dia a dia da fazenda ganham tanta repercussão.

O que observar daqui pra frente

Casos como o de Ivo ajudam a lembrar que o manejo continua sendo um dos pontos centrais da pecuária. Em propriedades menores, a combinação de rotina, alimentação regular e observação direta pode sustentar bons resultados sem grandes investimentos.

Ao mesmo tempo, a atividade segue pressionada por custo de insumos, mão de obra e necessidade de eficiência. Quem conseguir unir disciplina operacional e melhor uso de tecnologia tende a ganhar vantagem, especialmente em estados como Rondônia, onde a pecuária já tem escala e relevância nacional.

Fontes

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