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Pele de tilápia pode virar curativo no SUS

Técnica criada na UFC usa pele de tilápia em queimaduras e avança como opção mais barata e menos dolorosa para o SUS.

12 de setembro de 2026 3 min de leitura
Pele de tilápia pode virar curativo no SUS

Uma técnica desenvolvida na Universidade Federal do Ceará usa a pele da tilápia como curativo biológico para queimaduras. O método ganhou espaço por reduzir dor, proteger a ferida e cortar custos no tratamento, com potencial de adoção no SUS.

O que aconteceu

A pele da tilápia passou a ser usada como cobertura para queimaduras, depois de estudos que mostraram boa aderência ao ferimento e menor necessidade de trocas de curativo. A proposta é substituir parte do tratamento convencional, que costuma exigir mais tempo de internação e mais intervenção da equipe de saúde.

Segundo reportagens sobre o tema, a técnica foi desenvolvida na UFC e vem sendo avaliada para uso mais amplo no sistema público. A ideia é empregar o material principalmente em queimaduras de segundo e terceiro graus, em fases de cicatrização.

O ponto central é o ganho clínico e operacional. O curativo biológico forma uma barreira sobre a área lesionada, ajuda a evitar infecção e reduz a dor do paciente, que é uma das maiores dificuldades no tratamento de queimaduras.

Por que importa para o agro

Para a cadeia da tilápia, a aplicação abre uma frente de valor para um subproduto que antes era descartado. Em vez de virar resíduo, a pele passa a ter uso médico, o que pode fortalecer a verticalização e aumentar a renda em elos específicos da piscicultura.

Isso também interessa ao agro por mostrar como inovação e aproveitamento integral do pescado podem gerar novos mercados fora da alimentação. Em regiões produtoras, a demanda por padronização, processamento e rastreabilidade pode estimular investimentos em tecnologia e sanidade.

Dados e contexto

IndicadorInformação
Origem da técnicaUniversidade Federal do Ceará
Uso principalCurativo biológico para queimaduras
Tipo de lesãoQueimaduras de segundo e terceiro graus
Vantagem relatadaMenos dor, menor risco de infecção e menos trocas de curativo
Situação regulatóriaAvaliações regulatórias já foram mencionadas nas reportagens, mas a incorporação ao SUS depende de etapas oficiais

Estudos e reportagens citam que a pele da tilápia tem boa resistência e alto teor de colágeno, características que ajudam na proteção da ferida. Em publicações técnicas, o material aparece como alternativa com potencial de reduzir custo assistencial e tempo de tratamento.

O uso também conversa com a agenda de inovação da piscicultura brasileira. O Brasil é um dos principais produtores de tilápia do mundo, segundo dados setoriais amplamente acompanhados por órgãos como a Embrapa e o IBGE, o que amplia a relevância econômica de qualquer novo destino para a matéria-prima.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar três pontos: validação clínica, liberação regulatória e escala industrial. Sem esses passos, a tecnologia fica restrita a projetos e centros especializados. Se avançar, pode criar uma cadeia nova para frigoríficos e processadores de tilápia, com exigência de qualidade, esterilização e logística muito bem definidas.

Fontes

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