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Por que o agro precisa unir publicidade e propaganda

Artigo defende que o agronegócio brasileiro precisa usar publicidade e propaganda de forma integrada para mostrar sua revolução tecnológica e conquistar percepção global.

05 de setembro de 2026 4 min de leitura
Por que o agro precisa unir publicidade e propaganda

O agronegócio brasileiro vive uma revolução tecnológica tropical há pelo menos 50 anos, mas ainda não conseguiu transformar esse avanço em percepção global consistente. O artigo do Canal Rural defende que o setor precisa usar, de forma combinada, publicidade (estratégia de marca e posicionamento) e propaganda (conteúdo com emoção, narrativa e alcance de massa) para contar sua própria história, dentro e fora do país, e proteger sua reputação.

O que aconteceu

O texto publicado no Canal Rural faz um chamado direto ao agro: não basta produzir bem, é preciso comunicar melhor. O autor argumenta que o Brasil construiu um modelo de agricultura tropical de alta produtividade, sustentável e tecnificada, mas essa realidade ainda não é percebida com clareza por consumidores urbanos, formadores de opinião e mercados internacionais.[1]

A análise reforça que a discussão sobre imagem do agro costuma ficar presa a defesa pontual ou respostas a críticas. Em vez disso, o setor deveria adotar uma estratégia permanente que combine campanhas publicitárias estruturadas, construção de marca, ações de propaganda criativa e presença consistente em múltiplas mídias.[1][3]

O artigo também aponta que o agro brasileiro, por seu peso econômico, já tem capacidade de disputar espaço de narrativa com grandes campanhas nacionais, como o “Agro é tech, agro é pop”. Mas, para isso, precisa organizar melhor seus investimentos em comunicação, integrar entidades, cooperativas, empresas e produtores em um projeto comum de reputação.[1][15]

Por que importa para o agro

Para o produtor, a forma como o agro é percebido impacta diretamente acesso a mercados, crédito, políticas públicas e atração de talentos. Setores vistos como atrasados ou ambientalmente problemáticos tendem a enfrentar mais barreiras regulatórias, boicotes informais e dificuldades de financiamento. Uma comunicação bem-feita ajuda a mostrar dados reais de produtividade, conservação de solo e uso racional de insumos.

No mercado, marcas do agro disputam espaço com narrativas muitas vezes construídas sem participação do campo. Integrar publicidade e propaganda permite posicionar o agro como solução para segurança alimentar, clima e desenvolvimento, e não apenas como setor a ser controlado. Isso abre oportunidades de novos negócios, parcerias com varejo, indústrias de alimentos, tecnologia e finanças.

Dados e contexto

Nos últimos anos, instituições brasileiras consolidaram o agro como pilar da economia:

  • A Embrapa documenta o salto de produtividade das principais culturas tropicais, com ganhos superiores a 200% em várias cadeias nas últimas décadas, colocando o Brasil entre os líderes globais em soja, milho, carnes e fibras.
  • Levantamentos da Conab mostram safras recordes sucessivas de grãos, com produção acima de 300 milhões de toneladas, sustentando exportações e abastecimento interno.
  • Dados do MAPA indicam que o agro responde por parcela relevante das exportações brasileiras, com superávit comercial significativo e presença em dezenas de mercados.
Em paralelo, o artigo lembra que a comunicação de massa mistura publicidade, propaganda e programação, como mostram análises sobre campanhas como “Agro é tech, agro é pop”. Nessas ações, a propaganda trabalha emoção e narrativa, enquanto a publicidade organiza a estratégia, define público, mensagem e posicionamento.[15]

Canais especializados em agronegócio, como o próprio Canal Rural, vêm investindo em formatos comerciais, branded content e parcerias com veículos nacionais para ampliar a presença do agro na TV e no digital, conectando marcas do campo a audiências urbanas.[3][7][8]

O que observar daqui pra frente

Produtores, cooperativas e empresas devem acompanhar como o agro passa a investir em comunicação integrada, saindo da lógica de campanhas isoladas para projetos contínuos de construção de reputação. A oportunidade está em unir dados técnicos (Embrapa, Conab, USDA, IBGE), histórias reais de campo e linguagem acessível ao público urbano, usando TV, rádio, digital, influenciadores e eventos. Quem conseguir alinhar publicidade e propaganda com estratégia clara tende a proteger melhor sua imagem, agregar valor aos produtos e abrir novos mercados.

Fontes

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