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Porto de Santos cresce 3,6% e consolida força nas exportações do agro

Entre janeiro e julho de 2026, o Porto de Santos movimentou 109,5 milhões de toneladas, alta de 3,6% sobre 2025, reforçando sua relevância para o agronegócio.

26 de agosto de 2026 4 min de leitura
Porto de Santos cresce 3,6% e consolida força nas exportações do agro

Entre janeiro e julho de 2026, o Porto de Santos movimentou 109,5 milhões de toneladas, alta de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS)[1]. O avanço reforça o papel estratégico do maior porto da América Latina na saída de grãos, açúcar e demais produtos do agronegócio brasileiro.

O que aconteceu

O volume total inclui exportações e importações, com destaque para os embarques, que somaram 81,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,4% frente a 2025[1]. As descargas chegaram a 28,45 milhões de toneladas, aumento de 4,2% na mesma comparação[1].

A movimentação de cargas conteinerizadas também avançou. De janeiro a julho, o porto registrou 3,47 milhões de TEU, alta de 3,9% sobre o ano anterior, mantendo a tendência de expansão da logística conteinerizada[1]. Em levantamentos anteriores, o governo federal já havia apontado 92,8 milhões de toneladas movimentadas apenas no primeiro semestre, alta de 5,05% em relação a 2025[12].

O desempenho se soma a recordes recentes. Em 2025, Santos já havia movimentado 105,7 milhões de toneladas de janeiro a julho, com leve alta sobre 2024[11]. Em 2024, o porto bateu marca histórica em julho, com 16,3 milhões de toneladas no mês, puxadas pelo agronegócio[9].

Por que importa para o agro

Para o produtor rural, esse aumento de movimentação significa mais capacidade efetiva de escoamento em períodos de pico de safra, sobretudo para soja, milho e açúcar. Com o porto operando volumes maiores e com crescimento em contêineres, há potencial de redução de gargalos logísticos, filas e custos extras de armazenagem.

No mercado internacional, a expansão do fluxo em Santos ajuda a sustentar a competitividade do Brasil frente a outros exportadores agrícolas, como Estados Unidos e Argentina. Com mais carga passando pelo porto e maior eficiência operacional, o país ganha fôlego em janelas críticas de exportação, impactando diretamente preços, prêmios nos portos e ritmo de vendas externas.

Dados e contexto

Indicador (jan–jul 2026)ValorVariação vs. 2025
Movimentação total de cargas**109,5 milhões t**[1]**+3,6%**[1]
Embarques**81,11 milhões t**[1]**+3,4%**[1]
Descargas**28,45 milhões t**[1]**+4,2%**[1]
Contêineres**3,47 milhões TEU**[1]**+3,9%**[1]

Em 2025, o porto já havia registrado 105,7 milhões de toneladas de janeiro a julho, com expansão de contêineres para 3,3 milhões de TEU, alta de 7,9% sobre 2024[11]. No primeiro semestre de 2026, o governo federal apontou 92,8 milhões de toneladas, 5,05% acima do ano anterior[12].

Esse avanço ocorre em linha com o aumento das exportações de soja e açúcar. Em outros recortes de 2026, o complexo soja já havia ultrapassado 25,7 milhões de toneladas entre janeiro e maio, com alta de 5,5% frente a 2025, enquanto o açúcar cresceu mais de 10% na mesma base[10]. Esses volumes reforçam a dependência do agronegócio da infraestrutura portuária.

O que observar daqui pra frente

Para o agro, o ponto de atenção é a coordenação entre safra, transporte interno e capacidade portuária. Se a produção seguir crescendo e Santos mantiver ritmo de expansão próximo a 3–5% ao ano, o produtor tende a encontrar mais janelas de embarque e menor risco de formação de estoques forçados. Por outro lado, eventuais limitações em rodovias, ferrovias ou berços de atracação podem voltar a pressionar fretes e prêmios, exigindo planejamento fino de venda e entrega.

Fontes

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