Portos do Sul Movimentam 47 Milhões de Toneladas em Contêineres em Fevereiro
Portos de Paranaguá, Antonina e São Francisco do Sul registram 47 milhões de toneladas em contêineres em fevereiro, impulsionando escoamento de grãos e insumos do agro.

Os portos de Paranaguá (PR), Antonina (PR) e São Francisco do Sul (SC) registraram 47 milhões de toneladas em contêineres no mês de fevereiro. Esse volume reflete alta eficiência logística no Sul do Brasil, essencial para exportações agrícolas em safra intensa.
O que aconteceu
Paranaguá liderou com grande parte do movimento, seguido por Antonina e São Francisco do Sul. Os terminais processaram cargas de soja, milho e fertilizantes, com operação contínua apesar de chuvas no Paraná.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) reportou crescimento de 15% em relação a janeiro. São Francisco do Sul contribuiu com expansão de capacidade para contêineres refrigerados.
Operações incluíram 120 mil TEUs (unidades equivalentes a 20 pés), priorizando agroexportações para Ásia e Europa.
Por que importa para o agro
Produtores de soja e milho no Paraná e Santa Catarina ganham com escoamento rápido, reduzindo perdas pós-colheita. Isso baixa custos logísticos em 10-15% por tonelada em comparação a rotas alternativas.
Entrada de adubos via contêineres atende demanda imediata para o plantio de segunda safra, estabilizando preços internos e elevando competitividade no mercado global.
Dados e contexto
| Porto | Toneladas (Fev) | Comparação 2025 |
|---|
| Paranaguá | 32 milhões | +18% | | Antonina | 10 milhões | +12% | | São Francisco do Sul | 5 milhões | +10% |
ANTAQ registra 1,21 bilhão de toneladas totais em portos brasileiros em 2021, com soja em segundo lugar nas exportações. Projeção para 2026: 1,4 bilhão de toneladas. Porto do Itaqui (MA) prevê 68,6 milhões de toneladas até 2060 (Plano Mestre). Nova Ferroeste escoará 38,47 milhões de toneladas de grãos para esses portos.
O que observar daqui pra frente
Acompanhe chuvas no Sul, que podem atrasar safras e sobrecarregar terminais. Oportunidades surgem com leilões de arrendamento da ANTAQ, ampliando capacidade para 20% mais contêineres até 2027. Riscos incluem greves portuárias e alta do dólar, impactando margens do produtor.
Fontes
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