Manejo

Pragas elevam uso de defensivos nas lavouras brasileiras

Pressão de pragas fez a área tratada com defensivos crescer 5% no semestre, com mais aplicações em soja, milho e outras culturas.

21 de setembro de 2026 3 min de leitura
Pragas elevam uso de defensivos nas lavouras brasileiras

A pressão de pragas voltou a pesar no campo e ampliou o uso de defensivos agrícolas no Brasil. No primeiro semestre de 2026, a área potencial tratada cresceu 5% ante igual período de 2025, segundo levantamento da Kynetec Brasil divulgado pelo Sindiveg. O movimento importa porque indica mais aplicações, mais custo por hectare e maior necessidade de manejo técnico nas principais culturas.

O que aconteceu

A área potencial tratada com defensivos chegou a cerca de 1,2 bilhão de hectares nos seis primeiros meses de 2026, alta de 59 milhões de hectares sobre o ano anterior. O volume total de defensivos usados também subiu, com avanço de 4,5% no período.

O estudo associa o aumento à maior pressão de pragas nas lavouras. Entre os principais problemas citados estão lagartas, percevejos e mosca-branca, com destaque para a soja, onde a mosca-branca ganhou relevância e exigiu mais intervenções.

A elevação do uso não significa, necessariamente, expansão de área plantada. Em muitos casos, o produtor está tratando mais vezes a mesma área para conter perdas e proteger a produtividade.

Por que importa para o agro

Para o produtor, o efeito mais direto é no custo de produção. Mais aplicações significam mais gasto com produto, operação, combustível e mão de obra. Em culturas de grande escala, essa conta muda o resultado da safra.

Para a cadeia, o dado também mostra um ambiente de maior pressão fitossanitária. Isso reforça a demanda por manejo integrado, rotação de modos de ação e monitoramento constante para reduzir resistência de pragas e evitar perda de eficiência dos produtos.

Dados e contexto

IndicadorResultado
Variação da área tratada no 1º semestre de 2026**+5%**
Área potencial tratada**1,2 bilhão de hectares**
Acréscimo sobre 2025**59 milhões de hectares**
Volume de defensivos usados**+4,5%**

A leitura é coerente com o que entidades e consultorias do setor vêm apontando para a safra brasileira: clima favorável a pragas em várias regiões, pressão crescente em soja e milho e maior necessidade de fungicidas e inseticidas. Em 2026, o mercado segue mais puxado por defesa sanitária do que por expansão de área.

O que observar daqui pra frente

O foco agora deve estar na intensidade das aplicações até o fim da safra e na evolução da resistência de pragas, especialmente em soja e milho. Se a pressão sanitária continuar alta, o produtor deve enfrentar mais custo e mais risco operacional. Se houver melhor controle biológico, monitoramento e uso correto de tecnologia, o impacto pode ser menor na margem.

Fontes

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