Mercado

Preço da laranja cai quase 67% em dois anos no Brasil

Estudo citado pelo Canal Rural mostra forte queda no valor da laranja após pico em 2024 e maior oferta no mercado.

11 de setembro de 2026 3 min de leitura
Preço da laranja cai quase 67% em dois anos no Brasil

O preço da laranja no Brasil acumulou forte queda nos últimos dois anos e chegou a recuar quase 67% no período, segundo a matéria citada pelo Canal Rural. A desvalorização muda a conta da citricultura, afeta a renda do produtor e sinaliza ajuste importante entre oferta, demanda e processamento industrial.

O que aconteceu

A reportagem informa que a caixa de 40 kg da laranja atingiu R$ 92,92 em outubro de 2024, quando a oferta estava mais restrita. Depois, com a recuperação dos pomares e maior disponibilidade da fruta, os preços passaram a cair de forma consistente.

Em maio deste ano, a cotação chegou ao menor nível do período, em R$ 25,20 por caixa. Em setembro, o valor estava em R$ 31,30, ainda muito abaixo do pico observado no fim de 2024.

O movimento confirma uma mudança rápida no mercado. A fruta passou de cenário de escassez para um ambiente com maior oferta, o que pressionou as cotações para baixo.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, a queda reduz a margem em uma cultura que já convive com custos relevantes de colheita, tratos culturais, transporte e classificação. Quando o preço cai rápido, a receita encolhe antes que o custo de produção consiga se ajustar.

Para a cadeia, a desvalorização também altera a estratégia de venda para mesa e indústria. Com mais fruta disponível, o mercado tende a selecionar melhor qualidade e penalizar volumes fora do padrão, o que aumenta a pressão sobre o citricultor.

Dados e contexto

IndicadorValor
Pico citado na reportagem**R$ 92,92** por caixa de 40 kg, em outubro de 2024
Menor valor no período**R$ 25,20** por caixa, em maio
Preço atual citado**R$ 31,30** por caixa, em setembro
Variação em dois anos**Queda de quase 67%**

O movimento é coerente com a lógica de mercado observada em levantamentos setoriais, como os do Cepea/Esalq-USP, que acompanham preços agrícolas e costumam mostrar forte sensibilidade da citricultura à oferta disponível. Em anos de safra mais cheia, a pressão sobre preço aparece rápido no mercado físico.

No caso da laranja, a relação entre produção, qualidade da fruta e demanda da indústria costuma definir o comportamento das cotações. Quando a oferta cresce e o consumo não acompanha na mesma velocidade, o preço recua.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve seguir atento ao ritmo de colheita, ao volume de fruta de mesa e ao interesse da indústria no processamento. Se a oferta continuar confortável, a tendência é de preços ainda pressionados. Se houver perda de produção por clima ou problema fitossanitário, as cotações podem reagir com rapidez.

Também vale observar a qualidade dos pomares e o custo de produção. Em citricultura, preço baixo por um período prolongado costuma reduzir investimento no manejo, o que pode afetar a produtividade das próximas safras.

Fontes

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