Mercado

Preços globais de alimentos disparam com guerra no Oriente Médio

Índice da FAO atinge maior nível em 3 anos devido à tensão no Estreito de Ormuz, impactando óleos, trigo e fertilizantes.

10 de maio de 2026 2 min de leitura
Preços globais de alimentos disparam com guerra no Oriente Médio

O índice de preços de alimentos da FAO alcançou o maior valor em três anos devido à escalada da guerra no Oriente Médio. A tensão no Estreito de Ormuz afeta o abastecimento global, elevando custos de óleos vegetais, trigo e fertilizantes. Produtores brasileiros sentem o impacto em exportações e insumos.

O que aconteceu

A FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, alertou para a alta nos preços alimentares. O conflito bloqueia rotas vitais, como o Estreito de Ormuz, por onde passa um terço dos fertilizantes mundiais.

Óleos vegetais lideram a alta, impulsionados pela demanda por biocombustíveis e petróleo acima de US$ 100 por barril. O trigo sofre com a escassez de fertilizantes, essencial para safras globais.

A crise ultrapassa o geopolítico e atinge o sistema alimentar mundial, com incertezas sobre tréguas agravando a volatilidade.

Por que importa para o agro

Produtores de soja e milho no Brasil enfrentam competição maior por óleos vegetais em biocombustíveis. Exportações podem ganhar, mas custos de frete e energia sobem.

A escassez de fertilizantes pressiona margens. O Brasil importa 85% dos fertilizantes potássicos; bloqueios elevam preços em até 30%, segundo Conab.

Dados e contexto

| Produto | Alta principal
Fator chave

| Óleos vegetais | Demanda biocombustíveis | Petróleo > US$ 100/barril | | Trigo | Escassez fertilizantes | Bloqueio Estreito de Ormuz | | Fertilizantes | 1/3 do comércio global | Tensões militares |

Índice FAO subiu 12% em abril de 2026, maior em 3 anos. USDA estima déficit global de trigo em 5 milhões de toneladas.

O que observar daqui pra frente

Monitore tréguas no Oriente Médio e estoques de fertilizantes via MAPA. Oportunidades surgem para exportadores brasileiros de soja se preços se mantiverem altos. Riscos incluem inflação de insumos e queda na demanda por recessão global.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo