Mercado

Produção de carne de peru no Brasil volta a crescer com exportações

A produção brasileira de carne de peru cresceu 7,4% em 2025 e foi puxada por exportações, que subiram 40% no primeiro semestre.

25 de agosto de 2026 4 min de leitura
Produção de carne de peru no Brasil volta a crescer com exportações

A produção brasileira de carne de peru retomou a alta depois de anos de retração. Em 2025, o país produziu quase 137 mil toneladas, um avanço de 7,4% sobre o ano anterior, segundo a matéria do Canal Rural. O movimento foi puxado principalmente pelo mercado externo, que ganhou peso na conta do setor.

As exportações cresceram 40% no primeiro semestre deste ano e passaram de 33 mil toneladas embarcadas. Hoje, quase metade da carne de peru produzida no Brasil é destinada a outros países, o que reforça a dependência da cadeia em relação ao comércio internacional.

O que aconteceu

A produção nacional de carne de peru vinha em trajetória de queda e agora mostra reação. O salto de 2025 interrompe uma sequência de ajustes na atividade e indica melhora na demanda, sobretudo fora do país.

O avanço não veio do consumo interno. O principal motor foi a exportação, que ganhou fôlego com abertura de mercados e melhora dos embarques. O setor passou a vender mais volume e, em alguns destinos, com maior regularidade.

A matéria do Canal Rural destaca que a retomada ocorre após uma década de retração na produção. Isso mostra que a proteína segue com espaço no comércio exterior, mesmo sem retomada forte do consumo doméstico.

Por que importa para o agro

Para o produtor e para a indústria, o dado é relevante porque a exportação ajuda a sustentar preço, escala e ocupação das plantas frigoríficas. Quando o mercado externo reage, a cadeia ganha previsibilidade e melhora o escoamento da produção.

O cenário também mostra concentração regional e comercial. A produção de peru no Brasil é pequena perto de frango e suínos, mas tem peso como proteína de maior valor agregado. Isso pode abrir espaço para nichos, desde que a indústria mantenha competitividade sanitária e logística.

Dados e contexto

IndicadorDado
Produção em 2025quase **137 mil toneladas**
Variação anual**+7,4%**
Exportações no 1º semestre de 2025mais de **33 mil toneladas**
Crescimento das exportações**+40%**
Destinação externa da produçãoquase **50%**

A própria matéria cita a influência da abertura de mercados sobre o desempenho do setor. Em leitura de contexto, o resultado acompanha a lógica do comércio de proteínas: quando há habilitação sanitária e demanda internacional, o Brasil amplia embarques com rapidez.

O canal também sinaliza que o avanço das exportações foi determinante para a recuperação da atividade. Isso é coerente com a estrutura da avicultura brasileira, que depende de acesso a mercados e competitividade de custo para sustentar margens.

O que observar daqui pra frente

O setor deve acompanhar dois pontos: manutenção do ritmo das compras externas e estabilidade sanitária nas granjas e frigoríficos. Se a demanda internacional continuar firme, a produção pode seguir em alta. Se houver barreiras comerciais ou recuo de preços, a retomada perde força rapidamente.

Também vale observar o comportamento do mercado interno. Como o consumo doméstico não aparece como principal vetor dessa retomada, a cadeia fica mais exposta a oscilações cambiais, exigências de importadores e disputa com outras proteínas.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo