Produção de DDG pode superar 15 milhões de toneladas até 2030
Expansão do etanol de milho deve ampliar a oferta de DDG e fortalecer a integração entre produção de grãos, energia e pecuária.

A produção brasileira de DDG, coproduto do etanol de milho usado na alimentação animal, pode superar 15 milhões de toneladas até 2030. O avanço acompanha a instalação de novas usinas e amplia a integração entre os mercados de milho, biocombustíveis e proteína animal.
O que aconteceu
O DDG, sigla em inglês para grãos secos de destilaria, é obtido depois da retirada do amido do milho durante a produção de etanol. O coproduto concentra proteínas, fibras e minerais e pode ser utilizado em dietas de bovinos, suínos e aves, conforme sua composição e o balanceamento da ração.
A expansão ocorre principalmente no Centro-Oeste, região que reúne grande oferta de milho e crescimento da indústria de etanol. A Datagro estima que o consumo doméstico de DDG avance de cerca de 9 milhões para 10,8 milhões de toneladas até 2030. A projeção foi apresentada durante a Conferência Internacional UNEM Datagro sobre Etanol de Milho, em Cuiabá.
Além do mercado interno, a abertura de destinos internacionais cria uma segunda frente de crescimento. O Brasil já iniciou embarques de coprodutos do etanol de milho, incluindo DDG, ampliando as alternativas de comercialização para as usinas.
Por que importa para o agro
Para os produtores de milho, a expansão das usinas aumenta a demanda regional pelo cereal e pode reduzir custos logísticos quando a unidade industrial está próxima das áreas produtoras. A presença de compradores locais também diminui a dependência de longos deslocamentos até armazéns, portos ou tradings.
Na pecuária, o DDG amplia a oferta de ingredientes proteicos e energéticos. Em determinadas formulações, pode substituir parte do farelo de soja e do milho, mas a decisão depende do preço, da disponibilidade, do teor de proteína, da fibra e da qualidade do lote. O uso exige acompanhamento técnico para evitar desequilíbrios nutricionais.
A indústria também ganha receita com a diversificação. Uma tonelada de milho processada em uma usina pode gerar etanol, DDG, óleo de milho e energia. Segundo apresentação disponibilizada pelo Ministério da Agricultura, uma usina do tipo full pode produzir aproximadamente 420 litros de etanol, 285 quilos de DDG seco e 18 litros de óleo por tonelada de milho.
Dados e contexto
| Indicador | Dado ou projeção |
|---|---|
| Consumo doméstico de DDG | De 9 milhões para 10,8 milhões de toneladas até 2030 |
| Produção potencial de DDG | Mais de 15 milhões de toneladas até 2030 |
| Etanol por tonelada de milho | Cerca de 420 litros |
| DDG seco por tonelada de milho | Cerca de 285 quilos |
| Principais usos | Nutrição de bovinos, suínos e aves |
O crescimento do setor depende da expansão da capacidade instalada, da oferta de milho e da logística. Também será necessário manter padrões de qualidade e informações claras sobre umidade, proteína, fibra e presença de contaminantes. O Ministério da Agricultura regulamenta requisitos para produtos e coprodutos destinados à alimentação animal.
O que observar daqui pra frente
Produtores devem acompanhar a abertura de novas usinas, os preços locais do milho e a demanda de confinamentos e fábricas de ração. Para pecuaristas, a oportunidade está em comparar o custo por unidade de proteína e energia, e não apenas o preço da tonelada de DDG. Para as usinas, exportações, padronização do produto e contratos regionais serão decisivos para absorver o aumento da oferta.
Fontes
- Canal Rural
- Exame – DDG e expansão do etanol de milho
- Ministério da Agricultura – características da produção de etanol de milho
- canalrural.com.br
- canalrural.com.br
- cibra.com
- es.slideshare.net
- movimentoeconomico.com.br
- gazetadopovo.com.br
- comprerural.com
- cnnbrasil.com.br
- matogrosso.canalrural.com.br
- comprerural.com
- agrolink.com.br
- pt.scribd.com
- brasildefato.com.br
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