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Produção de eucalipto avança em SP e VPA se aproxima de R$ 3 bilhões

São Paulo amplia em quase 15% a produção de eucalipto e consolida a cultura como base das florestas plantadas e da renda florestal no estado.

07 de junho de 2026 4 min de leitura
Produção de eucalipto avança em SP e VPA se aproxima de R$ 3 bilhões

A produção de eucalipto em São Paulo cresceu quase 15% em 2023, com o Valor da Produção Agropecuária (VPA) chegando a cerca de R$ 2,9 bilhões. O resultado consolida o estado como polo florestal e reforça a importância da cultura para a indústria de celulose, papel, painéis de madeira e biomassa energética.

O que aconteceu

Levantamento do governo paulista mostra que o eucalipto segue como a principal espécie de florestas plantadas no estado, respondendo por 77% da área total cultivada com florestas comerciais.[2][6] O aumento de quase 15% na produção veio combinado a uma boa rentabilidade, elevando o VPA da cultura para próximo de R$ 3 bilhões.[2]

Além do maior volume colhido, houve expansão de área em regiões com forte presença da indústria de base florestal, como o oeste e o sudoeste paulista. Nessas áreas, a silvicultura disputa espaço com grãos e pecuária, mas mantém vantagem pela integração com fábricas de celulose, serrarias e usinas termelétricas a biomassa.

Os dados confirmam o eucalipto como uma das atividades mais estáveis da agropecuária paulista, com contratos de longo prazo e menor volatilidade de preços em relação a outras culturas. Isso atrai desde grandes grupos até produtores médios que buscam diversificar a renda.

Por que importa para o agro

O avanço do eucalipto reforça a renda recorrente em áreas marginais para grãos e pecuária, criando fluxo de caixa de médio e longo prazo para produtores que operam consórcios ou arrendamentos florestais. Para quem arrenda terras, os contratos com empresas de celulose e painéis costumam garantir previsibilidade de receita ao longo de todo o ciclo do plantio.

Para o mercado, o aumento da oferta em São Paulo reduz risco de desabastecimento de madeira industrial, favorece a competitividade da indústria local e melhora a logística, já que parte relevante da produção está próxima de plantas industriais e corredores de exportação. O estado ganha peso estratégico na cadeia de celulose, papel, embalagens e energia a partir de biomassa.

Dados e contexto

A cultura do eucalipto é hoje um dos pilares da silvicultura comercial no Brasil, setor em que o país figura entre os maiores produtores mundiais de celulose. Segundo a Embrapa Florestas e entidades do setor, o eucalipto apresenta alta produtividade, com rotações curtas e forte adaptação às condições de solo e clima em regiões como o interior paulista.

Em São Paulo, o cenário atual pode ser resumido assim:

IndicadorSituação em SP

| Crescimento da produção | quase 15% em 2023 | | VPA do eucalipto | cerca de R$ 2,9 bilhões | | Participação nas florestas plantadas | 77% da área de florestas plantadas |

O desempenho do eucalipto se soma ao avanço de outras cadeias florestais e bioenergéticas no estado, como cana-de-açúcar para etanol e biomassa. Em nível nacional, dados da Embrapa e do IBGE mostram que as florestas plantadas com eucalipto respondem por grande parte da matéria-prima usada na produção de celulose, papel, painéis de MDF e energia térmica usada pela própria indústria.

A Conab e o IBGE apontam ainda que estados com forte base florestal tendem a registrar maior estabilidade de VBP/VPA no médio prazo, devido à natureza contratual e menos sazonal dessa atividade quando comparada a culturas anuais.

O que observar daqui pra frente

Para os próximos anos, o produtor deve acompanhar o ritmo de expansão da indústria de celulose e painéis no Sudeste, possíveis alterações em regras ambientais (como Código Florestal e áreas de reserva) e a concorrência por terra com grãos e pecuária. Oportunidades se concentram em contratos bem estruturados, manejo adequado para produtividade alta por hectare e uso de florestas como ativo estratégico em agendas de carbono e sustentabilidade exigidas por investidores e compradores.

Fontes

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