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Rally da Safra inicia diagnóstico do algodão brasileiro na safra 2025/26

Expedição técnica da Agroconsult percorre Mato Grosso e Bahia para projetar produção, produtividade e qualidade da fibra na safra 2025/26.

29 de julho de 2026 5 min de leitura
Rally da Safra inicia diagnóstico do algodão brasileiro na safra 2025/26

O Rally da Safra deu a largada para a segunda edição da Etapa Algodão, com equipes técnicas em campo em Mato Grosso e Bahia para avaliar lavouras em colheita, projetar a produção de pluma da safra 2025/26 e traçar um retrato da produtividade e da qualidade da fibra nas principais regiões produtoras do país.[1][4] A expedição ganha peso num momento em que o Brasil consolida posição de destaque no mercado mundial de algodão e precisa de dados confiáveis para decisões de investimento, manejo e comercialização.[2][5]

O que aconteceu

A Agroconsult iniciou a etapa dedicada ao algodão do Rally da Safra com equipes de campo concentradas no período de colheita em Mato Grosso e Bahia, estados que respondem por cerca de 90% da área cultivada com algodão no Brasil.[1][2] Os técnicos vão visitar polos como Oeste da Bahia e Sudeste de Mato Grosso, avaliando desempenho das lavouras, desafios climáticos, manejo e qualidade da fibra diretamente nas propriedades.[1][4]

Antes da expedição, a Agroconsult projeta produção de cerca de 4,2 milhões de toneladas de pluma para o Brasil, leve queda em relação à safra anterior, puxada principalmente pela redução estimada de 4,1% na área plantada, hoje em torno de 2,12 milhões de hectares.[1][4] A produtividade média nacional é calculada em 318 arrobas de algodão em caroço por hectare, o que ajuda a conter a perda de volume mesmo com menos área.[1]

A etapa algodão contará com três equipes de campo, que entre julho e agosto devem visitar mais de 30 produtores para levantar dados de área, produtividade e manejo, além de promover eventos técnicos presenciais e virtuais em Luís Eduardo Magalhães e Cuiabá.[2][4][5] O trabalho será encerrado em setembro, durante o Summit Algodão da BASF, quando serão divulgados os resultados consolidados.[2]

Por que importa para o agro

Para o produtor, o Rally da Safra funciona como um termômetro independente da safra de algodão, gerando informações sobre produtividade, custos, riscos climáticos e qualidade da fibra que ajudam a ajustar estratégias de manejo e comercialização.[2][4][5] Em um ano de correção de área e margens mais apertadas, saber como outras regiões estão performando é chave para calibrar decisões de investimento e travas de preço.

Para o mercado, as projeções do Rally alimentam análises sobre oferta de algodão brasileiro, capacidade de exportação e competitividade frente a outros países, em especial diante de expectativa de déficit global de algodão na temporada 2026/27, cenário que pode sustentar preços internacionais.[4][5] Dados de campo mais precisos reduzem incertezas, favorecem contratos de longo prazo e reforçam a imagem do Brasil como fornecedor confiável de fibra.

Dados e contexto

As projeções do Rally dialogam com estimativas de entidades setoriais e do governo, que apontam crescimento estrutural da cultura:

Indicador safra 2024/25Brasil (pluma)
Área plantada (ha) Abrapa**2,143 milhões**[10][6]
Variação da área vs 23/24**+10,2%**[10][6]
Produção pluma (t) Abrapa**4,11 milhões**[11][10]
Produção pluma (t) Conab**4,06 milhões**[11][10]

Relatório da Abrapa mostra aumento de 10,2% na área plantada e crescimento de 7–11% na produção de pluma na safra 2024/25, mesmo com desafios de clima como seca na Bahia e chuvas fora de época em Mato Grosso.[6][10][11] Mato Grosso concentra cerca de 71–73% da área cultivada, seguido pela Bahia com aproximadamente 15%, reforçando o foco do Rally nesses dois estados.[6][8]

Segundo balanços anteriores do projeto, o Rally da Safra já avaliou mais de 2,200 lavouras em diversas culturas, percorreu mais de 100 mil km em 14 estados e consolidou dados técnicos usados por produtores, indústrias e tradings.[5] Na etapa algodão, o objetivo é entregar um diagnóstico detalhado da safra, cobrindo área, produtividade, manejo, tecnologia e qualidade, além de percepções dos produtores sobre custos e mercado.[2][4][5]

O que observar daqui pra frente

Nos próximos meses, o setor deve acompanhar os relatórios parciais do Rally da Safra, em especial os dados de produtividade efetiva, qualidade da fibra e impacto das condições climáticas em Mato Grosso e Bahia.[1][2][4] Esses indicadores vão calibrar expectativas de produção na safra 2025/26, orientar decisões de comercialização em um cenário de possível déficit global e ajudar a avaliar se a correção de área foi suficiente para recompor rentabilidade, mantendo o Brasil na liderança das exportações de algodão.[4][5]

Fontes

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