Chuvas reduzem negociações e pressionam o mercado de arroz no RS
Mesmo com alta recente nos preços, as chuvas no Rio Grande do Sul travam negócios e mantêm o mercado de arroz com baixa liquidez.

O preço do arroz voltou a subir no Rio Grande do Sul, mas o mercado continua travado. As chuvas fortes pioraram a logística, reduziram a liquidez e deixaram produtores e compradores mais cautelosos nas negociações.
O movimento importa porque o estado concentra a principal referência de preço do cereal no país. Quando o Rio Grande do Sul trava, a formação de preços no mercado nacional também sente o impacto.
O que aconteceu
Levantamentos do Cepea mostram que os preços do arroz seguem em queda no Rio Grande do Sul, embora a maior demanda tenha limitado uma retração mais forte. No campo, vendedores continuam retraídos no mercado spot, o que reduz o volume efetivo negociado.[1]
As chuvas intensas que atingiram o estado afetaram a circulação de cargas e derrubaram a liquidez. Segundo os pesquisadores, enchentes e interdições em rodovias pioraram o fluxo comercial e limitaram a chegada do produto às indústrias.[1]
Em junho, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS ficou 40,9% abaixo da registrada em junho de 2024, em termos nominais. No acumulado do ano, a queda chega a 33,8%.[1]
Por que importa para o agro
Para o produtor, o cenário combina preço pressionado e dificuldade de vender. Isso reduz a velocidade de giro do estoque e aumenta a incerteza sobre a melhor hora de comercialização.
Para a indústria e para o comércio, a menor liquidez atrasa compras e dificulta a recomposição regular de volumes. Em um mercado com logística afetada, qualquer interrupção nas estradas amplia a volatilidade e pode distorcer a formação de preços.[1][2]
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Variação da média do CEPEA/IRGA-RS em junho/25 vs. junho/24 | **-40,9%** |
| Queda acumulada no ano | **-33,8%** |
| Queda do preço em junho no RS, segundo outro levantamento citado pela imprensa | **-5,77%** |
| Cotação citada para a saca de 50 kg | **R$ 112,73** |
O Cepea é o principal termômetro citado pelo mercado para o arroz em casca no Sul. A leitura atual combina oferta ainda relevante, compradores mais seletivos e impacto das chuvas sobre a logística e o fluxo de negócios.[1][2]
O que observar daqui pra frente
O mercado deve seguir sensível ao ritmo da demanda e à normalização das estradas no RS. Se a logística melhorar, as negociações podem ganhar fôlego; se as chuvas persistirem, a liquidez tende a continuar baixa, com negócios pontuais e grande cautela na ponta compradora. Também vale acompanhar possíveis repasses da oscilação do preço ao atacado e ao varejo, já que o arroz é item central da cesta de consumo.
Fontes
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