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Café do Brasil fica isento de tarifa de 25% nos EUA

Decisão dos EUA mantém café brasileiro fora da tarifa de 25% e preserva competitividade do produto no maior mercado importador.

29 de julho de 2026 4 min de leitura
Café do Brasil fica isento de tarifa de 25% nos EUA

A decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de isentar todos os cafés brasileiros da nova tarifa de 25% sobre produtos do Brasil mantém o setor fora do tarifaço e preserva a competitividade do país no maior mercado importador de café do mundo.[1] A medida evita aumento de custo, protege margens de exportadores e reduz o risco de perda de espaço para concorrentes como Colômbia e Vietnã.

O que aconteceu

O governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros, mas publicou simultaneamente uma relação de exceções em que o café do Brasil foi mantido fora da cobrança.[1][6] A lista abrange café verde e cafés industrializados, incluindo café solúvel e seus subprodutos, que continuam entrando no mercado norte-americano sem a nova taxa.[1]

Segundo entidades da cadeia do café, como Abic, Abics e Cecafé, o USTR manteve os itens que já estavam sugeridos como exceção e ampliou o escopo, incluindo o café solúvel não aromatizado entre os produtos livres da tarifa de 25%.[1][8] A decisão é vista como resultado de articulação técnica e política, com participação do setor privado e do governo brasileiro.

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Por que importa para o agro

Para o produtor e a indústria, a isenção garante que o café brasileiro siga competitivo em um mercado que paga em dólar e influencia preços globais. Sem a tarifa, o produto mantém custo de acesso estável, reduzindo o risco de compressão de margens ao longo da cadeia, do exportador ao produtor.[1][6]

A medida também reduz a chance de redirecionamento brusco de oferta para outros destinos, o que poderia pressionar cotações internas e complicar estratégias comerciais. Com o café fora do tarifaço, o fluxo de exportações aos EUA permanece previsível, facilitando planejamento de vendas, contratos futuros e decisões de investimento em beneficiamento e industrialização.

Dados e contexto

O Brasil é o maior exportador mundial de café, respondendo por cerca de um terço das vendas globais, segundo dados consolidados por entidades da cadeia e organismos internacionais.[1][16] Os Estados Unidos figuram entre os principais compradores, com forte demanda tanto por café verde quanto por industrializados.

Estimativas do setor apontam que a inclusão do café solúvel na tarifa poderia representar perdas potenciais próximas a US$ 2 bilhões em exportações, considerando o impacto direto nos embarques e na competitividade frente a outros fornecedores.[8] Com a isenção, esse montante permanece protegido.

A nova tarifa de 25% foi anunciada como resposta comercial ampla aos produtos brasileiros, afetando diversas cadeias, mas acompanhada de uma lista extensa de 2.000+ códigos tarifários isentos, entre eles café, carnes e outros bens considerados sensíveis para a economia americana.[5][7][13]

IndicadorSituação após decisão dos EUA
Tarifa sobre café brasileiro**0% na nova taxa de 25%**[1][6]
Produtos de café abrangidosCafé verde, torrado, solúvel e subprodutos[1]
Potencial de perdas evitadasAté **US$ 2 bilhões** em exportações de solúvel[8]

A decisão dialoga com a relevância do café na pauta exportadora do agro brasileiro e com a dependência do consumidor americano do produto importado. Em negociações anteriores, medidas semelhantes já haviam retirado tarifas adicionais sobre carnes e outros itens agropecuários, sinalizando que insumos alimentares estratégicos tendem a receber tratamento diferenciado.[5][6][11]

O que observar daqui pra frente

O setor deve acompanhar de perto eventuais novas rodadas de medidas comerciais entre Brasil e Estados Unidos, que podem reabrir discussões sobre tarifas e exceções. Produtores e indústrias precisam monitorar o comportamento da demanda americana, câmbio e preços internacionais, aproveitando a janela de competitividade garantida pela isenção, mas mantendo planos de diversificação de mercados para reduzir exposição a mudanças políticas futuras.

Fontes

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