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Reeleição de Lula deve manter políticas voltadas ao agronegócio

Ministro André de Paula afirma que a reeleição de Lula permitirá manter políticas de crédito, abertura de mercados e apoio à produção rural.

26 de outubro de 2026 4 min de leitura
Reeleição de Lula deve manter políticas voltadas ao agronegócio

O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitirá manter políticas consideradas positivas para o agronegócio. A avaliação envolve crédito rural, abertura de mercados e ações de apoio à produção. Para o setor, a continuidade reduz mudanças bruscas na política agrícola, mas não elimina os desafios de custos, juros e infraestrutura.

O que aconteceu

Em entrevista ao Globo Rural, André de Paula disse que o próximo governo poderá dar sequência a programas que, segundo ele, representaram avanços para a agricultura nos últimos anos. O ministro também afirmou que a orientação política de Lula deverá preservar iniciativas consideradas estratégicas para o setor.

Entre os resultados citados estão o desempenho da balança comercial do agronegócio e a ampliação das relações com países compradores. A China foi apresentada como principal destaque. Em 2025, o país comprou US$ 55 bilhões em produtos do agro brasileiro, valor equivalente a cinco vezes as compras dos Estados Unidos, segundo a declaração do ministro.

A avaliação ocorre em um momento de forte dependência do comércio exterior. A manutenção de canais diplomáticos e sanitários será decisiva para ampliar vendas, reduzir barreiras e diversificar destinos para carnes, grãos, café, açúcar e produtos florestais.

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Por que importa para o agro

A continuidade das políticas pode facilitar o planejamento de produtores, cooperativas e empresas que dependem de crédito oficial, seguro rural e programas de investimento. Mudanças previsíveis ajudam na decisão sobre compra de máquinas, expansão de área, armazenagem e adoção de tecnologias.

O efeito, porém, dependerá da execução. Juros elevados, custos de produção, problemas logísticos e oscilações nos preços internacionais continuam pressionando as margens. A abertura de mercados também exige negociação constante, controle sanitário e capacidade de cumprir exigências ambientais e de qualidade.

Dados e contexto

O Plano Safra 2025/2026 destinou R$ 516,2 bilhões à agricultura empresarial, alta de R$ 8 bilhões sobre o ciclo anterior. Do total, R$ 414,7 bilhões foram previstos para custeio e comercialização, enquanto R$ 101,5 bilhões foram direcionados a investimentos, conforme dados do Ministério da Agricultura.

IndicadorDado
Plano Safra 2025/2026 empresarialR$ 516,2 bilhões
Crédito para PronampR$ 69,1 bilhões
Plano Safra da agricultura familiarR$ 89 bilhões
Compras chinesas do agro em 2025US$ 55 bilhões
Produção de grãos estimada pela Conab para 2025/2026361,7 milhões de toneladas

O Plano Safra da agricultura familiar prevê R$ 89 bilhões para crédito, assistência técnica, seguro, compras públicas, estoques, agroecologia e tecnologias sustentáveis. A Conab estima produção de 361,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/2026, sinalizando a escala do desafio para transporte, armazenagem e comercialização.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar as taxas efetivas do crédito, a disponibilidade de recursos e as regras dos programas de apoio. Também será necessário observar novas habilitações sanitárias, acordos comerciais e medidas para reduzir gargalos logísticos. A continuidade política pode favorecer investimentos, mas o resultado dependerá de orçamento, execução e resposta do mercado externo.

Fontes

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