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Santa Catarina confirma quarto foco de doença de Newcastle

Novo foco foi identificado em uma granja de Nova Erechim, dentro da área de restrição sanitária, mantendo quatro casos ativos no Brasil.

04 de novembro de 2026 4 min de leitura
Santa Catarina confirma quarto foco de doença de Newcastle

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o quarto foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. O caso foi identificado em 3 de novembro, em um estabelecimento avícola de Nova Erechim, no Oeste do estado, dentro da área de restrição já estabelecida. A ocorrência mantém quatro focos ativos no Brasil e prolonga a pressão sanitária sobre a cadeia de aves.

O que aconteceu

A confirmação ocorreu durante ações de vigilância realizadas na área de emergência zoossanitária. Segundo o Mapa, a investigação começou após a coleta de material, e o caso foi registrado em uma produção de perus.

Os outros focos foram identificados em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. As propriedades atingidas pelos três primeiros casos passaram pelas medidas previstas nos protocolos oficiais e já estão em vazio sanitário.

O Serviço Veterinário Oficial conduz a investigação epidemiológica, amplia a vigilância e aplica medidas de contenção. O novo foco está no mesmo município do terceiro registro, também localizado dentro da área delimitada pelas autoridades.

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Por que importa para o agro

A confirmação mantém restrições comerciais sobre a avicultura catarinense. Países como China, México, Arábia Saudita e África do Sul já suspenderam ou limitaram compras de carne de aves de Santa Catarina após os registros da doença. A retomada das exportações depende da evolução do controle sanitário e das decisões de cada mercado.

Para o produtor, o principal impacto está no reforço dos protocolos de biosseguridade. O trânsito de pessoas, veículos, animais e materiais precisa ser controlado, enquanto sinais respiratórios, neurológicos ou aumento de mortalidade devem ser comunicados imediatamente ao serviço veterinário oficial.

A doença de Newcastle é viral e pode afetar aves comerciais e de criação. A detecção em uma área sob restrição não indica, por si só, disseminação para todo o estado, mas exige monitoramento contínuo para evitar novos focos e reduzir o risco de perdas produtivas e comerciais.

Dados e contexto

  • Quatro focos foram registrados no Brasil desde a declaração da emergência zoossanitária.
  • Os quatro casos estão concentrados no Oeste de Santa Catarina.
  • O primeiro foco do surto foi identificado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba.
  • O quarto caso ocorreu em Nova Erechim, dentro da área de restrição sanitária.
  • Cerca de 9.600 aves foram afetadas no foco informado em Nova Erechim.
  • Este é o quinto foco registrado em produção comercial no Brasil desde julho de 2024.
O Mapa coordena as ações com os órgãos estaduais de defesa agropecuária, incluindo a Cidasc. A estratégia envolve investigação, vigilância, contenção, vazio sanitário e acompanhamento das propriedades próximas aos focos.

A confirmação também ocorre em um momento sensível para o comércio externo. Santa Catarina é um dos principais polos avícolas do país, com forte participação nas exportações de carne de frango e produção relevante de perus. Qualquer restrição adicional pode afetar frigoríficos, transportadores, produtores integrados e fornecedores de insumos.

O que observar daqui pra frente

O setor deve acompanhar novos resultados da vigilância, eventuais ampliações da área de restrição e decisões dos países importadores. Produtores precisam manter registros de movimentação, reforçar a desinfecção e comunicar suspeitas rapidamente. A velocidade da resposta será decisiva para limitar a circulação do vírus e acelerar a recuperação do comércio.

Fontes

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