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São Paulo amplia captação no Paraíba do Sul para reforçar o Cantareira

A autorização temporária permite mais água ao Cantareira, mas aumenta a pressão sobre uma bacia estratégica para SP, RJ e MG.

27 de junho de 2026 3 min de leitura
São Paulo amplia captação no Paraíba do Sul para reforçar o Cantareira

São Paulo recebeu autorização excepcional para aumentar a captação de água na bacia do Rio Paraíba do Sul e reforçar o Sistema Cantareira, que abastece cerca de 10 milhões de pessoas na região metropolitana paulista. A medida vale até 31 de dezembro de 2026 e foi desenhada como resposta à baixa do reservatório. [2][3]

O acordo foi firmado entre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O objetivo é aliviar a pressão sobre o sistema paulista sem comprometer, segundo os governos envolvidos, o abastecimento fluminense. [1][2]

O que aconteceu

A autorização amplia o volume anual máximo de água que pode ser transposto do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari para Atibainha, no Sistema Cantareira. O teto passa de 162 hm³ para 268,28 hm³, com vazão máxima de captação de 8,5 m³/s. [1][2]

Na prática, a Sabesp poderá operar com mais flexibilidade em um momento de atenção hídrica. A faixa atual permite captação de até 31 m³/s, abaixo do volume normal de 33 m³/s, para equilibrar os reservatórios dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. [1][2]

O governo do Rio informou que a medida não deve comprometer a logística de abastecimento fluminense. O acordo também prevê que a suplementação seja suspensa se o Cantareira voltar a operar acima de 60% da capacidade. [1][2]

Por que importa para o agro

A bacia do Paraíba do Sul é estratégica para o abastecimento urbano e para atividades econômicas que dependem de água estável. Quando o sistema é pressionado, aumentam os riscos para irrigação, processamento de alimentos, indústria e uso múltiplo da água em regiões conectadas à bacia. [1][2]

Para o produtor, o efeito mais direto é a maior disputa pelo recurso hídrico em períodos secos. Em cenários de baixa reserva, órgãos de gestão costumam reforçar regras de operação, o que pode impactar captações locais, custo de bombeamento e planejamento de safra em áreas sensíveis à estiagem. [1][3]

Dados e contexto

IndicadorDado
População atendida pelo Cantareiracerca de **10 milhões**
Captação na faixa de atençãoaté **31 m³/s**
Captação normal**33 m³/s**
Volume anual máximo anterior**162 hm³**
Novo volume anual máximo**268,28 hm³**
Validade da medidaaté **31/12/2026**

A decisão ocorre em um sistema que, segundo a cobertura consultada, operava perto de 39% a 40% da capacidade no momento do anúncio. A regra excepcional tenta evitar aperto maior no abastecimento da Grande São Paulo. [3]

O que observar daqui pra frente

O ponto principal é acompanhar o nível do Cantareira e a evolução das chuvas até o fim da estação seca. Se os reservatórios não recuperarem volume, a pressão sobre outras bacias pode continuar e novas restrições podem aparecer. [2][3]

Também vale monitorar possíveis efeitos indiretos sobre usos da água no interior paulista e nas áreas ligadas à produção agropecuária. Em cenários de escassez, a prioridade costuma ficar com o abastecimento humano, e isso tende a reduzir a margem de operação para outros setores. [1][2]

Fontes

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