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SC conclui desinfecção de granjas após focos de Newcastle

Santa Catarina concluiu a desinfecção de três granjas afetadas pela doença de Newcastle e aguarda análises para retomar plenamente as exportações avícolas.

08 de novembro de 2026 4 min de leitura
SC conclui desinfecção de granjas após focos de Newcastle

Santa Catarina concluiu a limpeza e a desinfecção de três granjas comerciais de perus afetadas pela doença de Newcastle. As propriedades permanecem em vazio sanitário, enquanto o Estado e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) aguardam análises laboratoriais para definir os próximos passos. O resultado será decisivo para a retomada plena das exportações brasileiras de carne de aves.

O que aconteceu

Os focos foram identificados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, no Oeste catarinense. As medidas adotadas incluíram despovoamento das granjas, descarte de materiais, limpeza das instalações e desinfecção de estruturas, veículos e equipamentos.

A confirmação inicial ocorreu em 18 de outubro. Desde então, países compradores impuseram restrições aos produtos avícolas brasileiros. O México foi o primeiro a anunciar a retomada das importações, após a evolução das ações de controle sanitário.

As propriedades seguem sem alojamento de novas aves para reduzir o risco de permanência e circulação do vírus. As autoridades também mantêm o monitoramento da área de emergência zoossanitária, formada pelos municípios afetados e localidades próximas.

Por que importa para o agro

A avicultura catarinense depende do acesso a mercados externos e opera integrada a uma cadeia que envolve produtores, agroindústrias, transportadores, fornecedores de insumos e trabalhadores. Restrições totais ou regionais podem reduzir embarques, pressionar preços e elevar os custos de armazenagem e redirecionamento da produção.

O impacto depende da duração dos embargos e do alcance definido por cada comprador. México e Uruguai suspenderam, inicialmente, produtos avícolas brasileiros de forma ampla. China e Arábia Saudita limitaram as medidas a Santa Catarina ou a áreas relacionadas aos focos, enquanto outros países adotaram regras específicas.

A resposta rápida reduz o risco de propagação e ajuda o Brasil a negociar a regionalização das restrições. Esse princípio permite que áreas sem ocorrência comprovada mantenham o comércio, desde que atendam aos protocolos exigidos pelos importadores.

Dados e contexto

  • Três granjas passaram por despovoamento, limpeza e desinfecção nos municípios inicialmente afetados.
  • 18 de outubro foi a data de confirmação do primeiro foco em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba.
  • A emergência zoossanitária alcançou Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • O primeiro foco envolveu uma propriedade com aproximadamente 6 mil aves, que foram submetidas ao abate sanitário.
  • O Mapa e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) coordenaram as ações de controle.
  • A doença pode afetar aves comerciais e de vida livre, exigindo controle de movimentação, biossegurança e vigilância veterinária.
A liberação dos mercados não depende apenas da conclusão da desinfecção. Os resultados laboratoriais e os estudos estatísticos deverão sustentar a avaliação do risco e as negociações com os países compradores. Cada governo pode adotar exigências próprias para autorizar novamente as importações.

O que observar daqui para frente

O setor deve acompanhar os resultados das análises, novas notificações e comunicados do Mapa, da Cidasc e dos governos importadores. Produtores precisam reforçar controle de acesso, desinfecção de veículos e equipamentos e separação entre aves comerciais e animais de vida livre. A retomada gradual das compras será o principal sinal de normalização, mas novos focos podem prolongar as restrições.

Fontes

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