Seguro rural deve ser prioridade para o próximo governo
Tirso Meirelles defende a ampliação do seguro rural como política permanente para reduzir perdas climáticas e dar mais segurança ao produtor.
O seguro rural deve ocupar posição central na agenda do próximo governo, segundo Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp-Senar-SP. A defesa ocorre em um cenário de eventos climáticos mais frequentes e de forte pressão sobre a renda do produtor. Para o setor, ampliar a cobertura e garantir recursos estáveis é essencial para proteger investimentos e manter o acesso ao crédito.
O que aconteceu
Meirelles afirmou que o seguro rural precisa deixar de ser tratado como uma ação pontual e passar a integrar uma política permanente de gestão de riscos. A prioridade, segundo ele, deve incluir previsibilidade orçamentária, maior oferta de apólices e condições adequadas para diferentes perfis de produtores e culturas.
O instrumento reduz o impacto financeiro de perdas provocadas por seca, excesso de chuvas, geadas, granizo e outros eventos. Também pode facilitar a retomada da produção e diminuir a dependência de medidas emergenciais após catástrofes climáticas.
A discussão envolve diretamente o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), administrado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O programa reduz parte do custo da apólice para o produtor, mas enfrenta limitações de orçamento e oscilações na liberação dos recursos.
Por que importa para o agro
Sem proteção adequada, uma quebra de safra pode comprometer o capital de giro, elevar o endividamento e dificultar a contratação de crédito na temporada seguinte. O problema afeta principalmente produtores expostos a eventos climáticos recorrentes e aqueles com menor capacidade financeira para absorver perdas.
Para bancos, cooperativas e fornecedores, o seguro também reduz o risco das operações. Uma política mais previsível pode ampliar a oferta de crédito, melhorar o planejamento das lavouras e estimular investimentos em tecnologia, irrigação, manejo de solo e armazenagem.
Dados e contexto
- A Lei Orçamentária Anual de 2025 previu cerca de R$ 1,06 bilhão para o PSR, segundo documentos do Mapa.
- Em junho de 2025, o governo anunciou a liberação de recursos adicionais para apólices de culturas de inverno, frutas, pecuária, florestas e outras atividades.
- Cerca de R$ 445 milhões previstos para o programa foram bloqueados em 2025, reduzindo a capacidade de apoio à contratação de seguros.
- Até novembro de 2025, o Mapa informou a aplicação de R$ 482 milhões em subvenção, com 47 mil apólices contratadas e aproximadamente 37 mil produtores beneficiados.
- O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), elaborado com participação da Embrapa, orienta épocas de plantio e apoia políticas de crédito, seguro rural e Proagro.
O que observar daqui para frente
O próximo governo deverá definir o orçamento do PSR, as regras de subvenção e os mecanismos para ampliar a participação das seguradoras. Produtores devem acompanhar mudanças no Zarc, exigências das apólices, prazos de contratação e critérios de indenização. A previsibilidade dos recursos será decisiva para transformar o seguro em ferramenta regular de planejamento, e não apenas em resposta após grandes perdas.
Fontes
- Canal Rural — Seguro rural deve ser prioridade para o próximo governo, afirma Tirso Meirelles
- Ministério da Agricultura — Seguro Rural
- Ministério da Agricultura — Gestão de Riscos
- Embrapa — Rede Zarc
- gov.br
- agenciagov.ebc.com.br
- gov.br
- ainfo.cnptia.embrapa.br
- economia.uol.com.br
- embrapa.br
- gov.br
- pesquisa.in.gov.br
- gov.br
- infoteca.cnptia.embrapa.br
- globorural.globo.com
- agro.estadao.com.br
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