Mercado

Setor de biscoitos, massas, pães e bolos fatura R$ 36 bilhões no semestre

Indústria de biscoitos, massas, pães e bolos fatura cerca de R$ 36 bilhões no 1º semestre, consolida consumo no varejo e reforça demanda por trigo e derivados do agro.

25 de agosto de 2026 4 min de leitura
Setor de biscoitos, massas, pães e bolos fatura R$ 36 bilhões no semestre

A indústria de biscoitos, massas, pães e bolos fechou o primeiro semestre com faturamento em torno de R$ 36 bilhões, segundo dados da Abimapi com base em pesquisas da NielsenIQ. O resultado mostra um setor ainda crescentemente relevante no consumo das famílias, com impacto direto sobre a demanda por trigo, farinha e outros insumos do agronegócio.

O que aconteceu

O levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) mostra que o conjunto desses produtos manteve crescimento em valor, mesmo em cenário de renda apertada. O desempenho combina aumento moderado de preços com pequenas variações de volume, mas preserva o faturamento em alta.

Dentro da cesta, segmentos como massas alimentícias e pães industrializados seguem como motores do crescimento, enquanto bolos e biscoitos vêm ganhando espaço em ocasiões de consumo rápido, do café da manhã ao lanche. A participação do atacarejo e dos grandes varejistas segue forte, oferecendo preços mais competitivos e puxando o giro de produtos embalados.

Por que importa para o agro

Esse movimento consolida a indústria de biscoitos, massas, pães e bolos como canal estratégico de escoamento de trigo, além de consumir volumes relevantes de óleo vegetal, açúcar e ovos, entre outros insumos agrícolas. Para o produtor, cada ponto de crescimento nessa cadeia significa maior estabilidade de demanda e previsibilidade para planejamento de plantio e vendas.

O desempenho positivo também ajuda a amortecer oscilações de exportação de grãos, já que parte importante da produção é absorvida internamente pela indústria de alimentos processados. Em momento de safra ajustada e margens pressionadas, a demanda doméstica estável por trigo e derivados é um fator chave para o equilíbrio da cadeia.

Dados e contexto

Segundo dados recentes da Abimapi e de empresas de consultoria que monitoram o setor:

  • Faturamento semestral da indústria de biscoitos, massas, pães e bolos em torno de R$ 36 bilhões.
  • Crescimento em valor na casa de 3% a 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com volume mais estável.
  • Exportações de biscoitos no primeiro semestre de 2024 próximas de 31 mil toneladas, com receita em torno de US$ 71 milhões, segundo dados da Abimapi e de órgãos oficiais.
  • Projeções da entidade apontam faturamento anual acima de R$ 70 bilhões para o conjunto da indústria, com expansão moderada em valor.
Instituições como Conab e IBGE indicam que o consumo interno de trigo e derivados segue firme, sustentado por produtos de maior valor agregado, como pães industrializados e massas secas. O setor também acompanha os movimentos de custo de produção, influenciados por câmbio, clima nas regiões produtoras e preços internacionais do trigo.
IndicadorNível aproximado

| Faturamento 1º semestre | ~R$ 36 bilhões | | Exportações de biscoitos | ~31 mil t | | Receita com exportação de biscoitos | ~US$ 71 milhões | | Faturamento anual estimado do setor | >R$ 70 bilhões |

O que observar daqui pra frente

Produtores rurais e indústria devem acompanhar de perto a combinação de custo do trigo, renda das famílias e estratégias de preço no varejo. Uma alta mais forte dos grãos pode pressionar margens, enquanto inovações em produtos, formatos e canais – como atacarejo e marcas próprias – podem sustentar o consumo. Para quem está no agro, entender o ritmo dessa indústria ajuda a ajustar contratos, travar preços e planejar a próxima safra com menos risco.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo