Manejo

Silagem reforça nutrição do gado na seca e reduz perdas na pecuária

Uso planejado de silagem garante alimentação do rebanho na estiagem, mantém desempenho produtivo e dá previsibilidade de custo ao pecuarista.

05 de julho de 2026 4 min de leitura
Silagem reforça nutrição do gado na seca e reduz perdas na pecuária

A adoção da silagem como estratégia central de alimentação em períodos de estiagem vem se consolidando em propriedades de corte e leite, garantindo oferta de volumoso estável, melhor condição corporal dos animais e menor queda de produtividade quando o pasto perde qualidade.

O que aconteceu

Propriedades acompanhadas por técnicos têm intensificado o uso de silagem de milho, sorgo e capins para atravessar a seca com o rebanho bem nutrido, reduzindo a dependência exclusiva das pastagens de verão.[1][3] Com planejamento de área, ponto certo de colheita e armazenamento adequado em silos, produtores relatam ganho em desempenho, menor variação de peso e maior segurança para manter lotação do rebanho ao longo do ano.[1][2]

A experiência prática mostra que a adoção de silagem de qualidade permite ajustar dietas tanto para vacas leiteiras quanto para animais de corte em terminação, com uso combinado de suplementos energéticos e proteicos.[2][3] Além disso, propriedades familiares e médias passam a usar tecnologia simples de ensilagem, com forrageiras adaptadas, reduzindo o risco de quebra de produção em períodos de seca prolongada.[8]

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Por que importa para o agro

A estiagem concentra boa parte das perdas de produtividade na pecuária brasileira, especialmente em sistemas com baixa reserva de volumoso e pouca suplementação estratégica.[3] O uso correto da silagem diminui oscilações de ganho de peso e produção de leite, melhora conversão alimentar e reduz abates ou descartes antecipados por falta de condição corporal.[2][8]

Para o produtor, silagem bem planejada significa previsibilidade de custo e de oferta de alimento, permitindo negociar melhor compra de insumos e venda de animais, além de aproveitar oportunidades de mercado em momentos de preço favorável. Em regiões com secas mais longas, a estratégia também reduz pressão sobre a pastagem, ajudando na recuperação das áreas e na sustentabilidade do sistema.[3][4]

Dados e contexto

A silagem é um método de conservação de forragens frescas por fermentação, com baixo acesso a oxigênio, mantendo o valor nutritivo por meses.[5] Em sistemas de milho e sorgo para silagem, recomenda-se colheita com teor de matéria seca entre 30% e 35%, ponto que equilibra fermentação e estabilidade do material.[1]

Na pecuária de corte, a silagem é usada para:

  • Suplementar pastagens na seca, mantendo oferta de fibra e energia.[2][3]
  • Terminação em cocho, com dietas de maior densidade energética e controle de ganho de peso.[2]
Na pecuária de leite, a silagem de milho e capim é base de propriedades intensivas, garantindo produção contínua mesmo em períodos sem chuva.[4] Estudos da Embrapa mostram que silagem de capim pode substituir parte da silagem de milho em regiões tropicais, desde que haja manejo adequado de corte e compactação.[4]

Aspectos técnicos críticos:

  • Compactação e vedação: eliminar oxigênio para reduzir perdas; uso de lona dupla face de 200 micras é prática comum.[1][2][3]
  • Inoculantes: aceleram fermentação, reduzem pH e aumentam estabilidade da silagem na abertura do silo.[2]
  • Retirada diária e uniforme: evita aquecimento e crescimento de fungos na frente de corte do silo.[1]
Ponto-chave da silagemImpacto no rebanho
Teor de MS 30–35%Melhor fermentação e estabilidade nutricional[1]
Vedação eficienteMenos perdas e maior tempo de uso[1][3]
Uso de inoculantesMaior qualidade e menor presença de fungos[2]

O que observar daqui pra frente

Produtores precisam alinhar área de plantio, escolha da cultura, ponto de colheita e capacidade de armazenamento para que a silagem cubra todo o período de seca sem rupturas. Monitorar qualidade da massa ensilada, ajustar dietas com apoio técnico e integrar silagem a estratégias de suplementação mineral e proteica é decisivo para manter produtividade e competitividade em sistemas de corte e leite, especialmente em cenários de estiagens mais severas e custos apertados.[2][3]

Fontes

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