Sustentabilidade

Sistema agroflorestal eleva produção de dendê em 38% no Pará

Projeto em Tomé-Açu (PA) usa SAF para aumentar rendimento de dendê em até 38%, recuperar solos e valorizar o produto no mercado.

07 de maio de 2026 2 min de leitura
Sistema agroflorestal eleva produção de dendê em 38% no Pará

Em Tomé-Açu (PA), produtores adotam sistemas agroflorestais (SAF) para cultivar dendê, aumentando a produção em até 38% por planta. O modelo integra a palmeira com espécies como açaí, cacau e andiroba, imitando a floresta natural. Isso recupera solos degradados e reduz custos com insumos, beneficiando o maior produtor brasileiro de dendê.

O que aconteceu

O projeto substitui o monocultivo tradicional por SAF Dendê. Nesse sistema, a palmeira de dendê convive com árvores nativas, criando equilíbrio ambiental. Produtores relatam menor dependência de fertilizantes químicos, pois o solo ganha nutrientes naturais.

Em 17 anos de testes, a camada de matéria orgânica no solo passou de 5 cm para mais de 30 cm. A iniciativa atrai interesse da indústria de cosméticos pelo dendê de alta qualidade.

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Por que importa para o agro

Produtores ganham resiliência contra variações climáticas e de mercado. O SAF diversifica renda com colheitas intercaladas, como açaí e cacau, reduzindo riscos do monocultivo.

No mercado, o dendê agroflorestal vale 15% a 20% mais que o convencional. Isso impulsiona margens e abre portas para certificações sustentáveis, valorizadas por exportadores.

Dados e contexto

IndicadorMonocultivoSAF Dendê
Produção por planta (kg/ano)**130 kg****180 kg**
Matéria orgânica no solo**5 cm****+30 cm**
Prêmio de mercado-**+15-20%**

O Pará responde por grande parte da produção nacional de dendê, segundo dados do IBGE. Sistemas como esse alinham-se a diretrizes da Embrapa para agricultura regenerativa.

O que observar daqui pra frente

Expansão do SAF pode pressionar por políticas de incentivo, como crédito rural do MAPA. Produtores devem monitorar adaptação em solos variados e escala comercial. Oportunidades surgem em parcerias com indústrias de cosméticos e alimentos, mas riscos incluem custos iniciais de implantação.

Fontes

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