Sistema OCB defende mais crédito e tecnologia no próximo governo
Sistema OCB quer que o próximo presidente amplie crédito, seguro rural e acesso à tecnologia para reduzir riscos e aumentar a produtividade no campo.
O Sistema OCB quer que o próximo presidente priorize crédito rural, seguro e tecnologia no campo. A avaliação é de Tania Zanella, presidente-executiva da entidade, em linha com a pressão crescente por financiamento e proteção diante dos riscos climáticos e da necessidade de elevar a produtividade.
O que aconteceu
A presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, disse que o próximo governo deve ampliar políticas de acesso a crédito, assistência técnica, mercados e tecnologia para o produtor rural. A defesa foi apresentada em entrevista ao Canal Rural e parte da leitura da entidade sobre os gargalos do agro.
Segundo a OCB, o campo precisa de instrumentos mais fortes para investir e reduzir perdas. O foco está em linhas que ajudem o produtor a modernizar a operação, financiar a produção e enfrentar a instabilidade causada por clima, custo financeiro e volatilidade de mercado.
A entidade também reforça a importância do seguro rural, considerado peça central para dar previsibilidade à atividade. O argumento é simples: sem proteção contra eventos extremos, o acesso ao crédito fica mais caro e mais restrito.
Por que importa para o agro
Para o produtor, mais crédito significa mais capacidade de comprar insumos, renovar máquinas, investir em irrigação, armazenagem e adoção de tecnologia. Em um cenário de margens apertadas, isso pode definir se a safra fecha no azul ou no vermelho.
Para a cadeia, a combinação de financiamento e seguro reduz o risco sistêmico. Cooperativas, tradings, fornecedores e bancos ganham mais previsibilidade quando o produtor tem condição de investir e se proteger melhor contra quebra de safra e oscilações de renda.
Dados e contexto
O Mapa é o órgão federal responsável por políticas públicas de estímulo à agropecuária e pela regulação de serviços ligados ao setor. Isso coloca o ministério no centro de qualquer agenda de crédito, tecnologia e competitividade no campo.
A Conab vem destacando que o crédito rural é estratégico para custeio, investimento e infraestrutura, incluindo tecnologia no campo. Em suas análises sobre a safra 2025/26, a companhia também relaciona o financiamento à adoção de equipamentos e melhorias produtivas.
| Tema | Efeito prático |
|---|---|
| Crédito rural | Financia custeio, investimento e modernização |
| Seguro rural | Reduz risco climático e melhora a tomada de crédito |
| Tecnologia | Aumenta produtividade e eficiência no uso de recursos |
| Assistência técnica | Melhora gestão e adoção correta das soluções |
A pauta também conversa com dados mais amplos do setor. O agro brasileiro é intensivo em tecnologia e já depende de soluções de precisão, dados climáticos e mecanização para sustentar produtividade, especialmente em culturas de maior escala.
O que observar daqui pra frente
O mercado deve acompanhar se o próximo governo vai transformar a defesa por mais crédito e tecnologia em política concreta. O ponto-chave será ampliar o acesso sem elevar demais o custo financeiro para o produtor, sobretudo os médios e pequenos.
Também será importante observar o desenho do seguro rural e a integração com assistência técnica. Sem esses dois pilares, o crédito tende a perder eficiência. Com eles, o agro ganha fôlego para investir, reduzir risco e acelerar adoção tecnológica.
Fontes
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