Soja em Chicago se recupera, mas dólar fraco limita ganhos no Brasil
Contratos futuros da soja subiram em Chicago com compras técnicas, mas queda do dólar contra o real freou altas no mercado físico brasileiro.

Os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram recuperação nesta sessão, impulsionados por compras técnicas após quedas recentes. No Brasil, o mercado físico manteve preços estáveis, pressionado pela desvalorização do dólar frente ao real. Produtores acompanham de perto, pois o câmbio define a rentabilidade das vendas.
O que aconteceu
A CBOT viu alta nos principais contratos. O de setembro fechou em US$ 8,58 por bushel, ganho de 16,25 cents. Novembro avançou para US$ 8,70, alta de 15,75 cents. O movimento veio após perspectiva de safra recorde nos EUA e tensões comerciais com a China.
No mercado brasileiro, cotações variaram pouco. O dólar caiu 0,44%, cotado a R$ 4,057, maior nível desde fevereiro de 2016, mas perdeu força no fim do pregão. Isso compensou as perdas de Chicago, resultando em ritmo calmo nas negociações.
Movimentação relevante só no Rio Grande do Sul, com produtores testando vendas.
Por que importa para o agro
Para produtores brasileiros, a recuperação em Chicago sinaliza alívio temporário, mas o dólar fraco reduz o preço em reais. Vendedores hesitam em fixar lotes, aguardando câmbio mais favorável.
A disputa EUA-China continua pressionando exportações. O Brasil, maior fornecedor global, ganha espaço, mas oferta abundante de safras recordes em múltiplas origens mantém fundamentos baixistas.
Dados e contexto
Soja no mercado físico brasileiro (saca de 60 kg):
| Região | Preço (R$) |
|---|
| Passo Fundo (RS) | 84,50 | | Cascavel (PR) | 83,00 | | Rondonópolis (MT) | 78,00 | | Dourados (MS) | 80,50 | | Paranaguá (PR) | 90,50 | | Rio Grande (RS) | 91,00 | | Santos (SP) | 89,00 | | São Francisco do Sul (SC) | 89,00 |
CBOT (bushel):
- Setembro/2018: US$ 8,58 (+16,25 cents)
- Novembro/2018: US$ 8,70 (+15,75 cents)
O que observar daqui pra frente
Acompanhe reuniões EUA-China sobre comércio, que podem elevar demanda por soja brasileira. Riscos incluem safra nos EUA superando expectativas e dólar testando R$ 4,10. Oportunidades surgem se câmbio voltar a subir, favorecendo exportadores no MT e PR.
Fontes
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