Soja recua no Brasil e em Chicago com negócios parados
Cotações da soja caíram no físico brasileiro e na Bolsa de Chicago, com mercado travado e negócios só para necessidade imediata.

A soja encerrou o dia em baixa no Brasil e na Bolsa de Chicago. O movimento refletiu negócios limitados às necessidades imediatas e pressão das perdas externas, o que reduziu o ritmo de comercialização em várias praças. O comportamento importa porque mexe com a referência de preço do produtor e com a formação de margem no curto prazo.[1]
O que aconteceu
O mercado físico brasileiro teve uma sessão de pouca movimentação, com quedas em importantes regiões produtoras. Em Passo Fundo (RS), a saca caiu de R$ 140 para R$ 138. Em Santa Rosa (RS), recuou de R$ 141 para R$ 139. Cascavel (PR) passou de R$ 133 para R$ 132.[1]
No Centro-Oeste, a pressão também apareceu. Rondonópolis (MT) recuou de R$ 129 para R$ 127, enquanto Rio Verde (GO) foi de R$ 128 para R$ 127. Em Dourados (MS), houve alta pontual, de R$ 127 para R$ 128. Paranaguá (PR) permaneceu em R$ 144, e Rio Grande (RS) caiu de R$ 146 para R$ 144.[1]
Em Chicago, os contratos da soja também fecharam em baixa. O vencimento setembro caiu 15,50 centavos de dólar, ou 1,32%, para US$ 11,58 1/4 por bushel. A posição novembro, mais negociada, recuou 14,75 centavos de dólar, ou 1,23%, para US$ 11,77 1/2 por bushel.[1]
Por que importa para o agro
A queda reduz a atratividade das vendas no curto prazo e pressiona a renda de quem ainda tem volume a fixar. Em um mercado travado, o produtor tende a adiar negócios, mas isso também aumenta o risco de enfrentar novas correções se Chicago continuar fraca.[1]
Para a cadeia, a combinação de demanda imediata fraca e referência externa negativa costuma travar originação, alongar negociações e reduzir a disposição de compra em algumas praças. Portos e regiões mais conectadas ao embarque seguem sendo os primeiros a refletir qualquer mudança de humor do mercado.[1]
Dados e contexto
| Indicador | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Chicago setembro | US$ 11,58 1/4/bu | -1,32% |
| Chicago novembro | US$ 11,77 1/2/bu | -1,23% |
| Passo Fundo (RS) | R$ 138/sc | -R$ 2 |
| Santa Rosa (RS) | R$ 139/sc | -R$ 2 |
| Rondonópolis (MT) | R$ 127/sc | -R$ 2 |
Segundo o Canal Rural, o cenário foi de negócios restritos e cotações acompanhando as perdas em Chicago.[1] A leitura da Safras & Mercado citada pela reportagem aponta um mercado físico acomodado, sem força para romper a faixa atual.[1]
O que observar daqui pra frente
O foco agora fica sobre a próxima leitura de oferta e demanda do USDA e sobre o comportamento dos fundos em Chicago. Se os números vierem mais apertados ou a demanda reagir, o mercado pode recuperar parte das perdas. Se a pressão externa continuar, a tendência é de mais cautela nas vendas e ajustes pontuais nas bases regionais.[1][2]
Fontes
- Canal Rural — Soja: veja como ficaram as cotações no Brasil e em Chicago
- Canal Rural — Projeto Soja Brasil
- Canal Rural — Mercado Soja
- canalrural.com.br
- instagram.com
- noticiasagricolas.com.br
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- canalrural.com.br
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- moneytimes.com.br
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