Suspensão de compra de carnes pela UE reforça urgência por soluções naturais na produção animal
Para a BIOCHEM, a decisão europeia reforça a necessidade de acelerar rastreabilidade, sustentabilidade e o uso de soluções naturais nas cadeias brasileiras de proteína animal.

A decisão da União Europeia de suspender, a partir de 3 de setembro, a compra de parte dos alimentos de origem animal produzidos no Brasil acendeu um alerta para as cadeias nacionais de proteína. O bloco manteve a aceitação dos controles sanitários para carne de frango e mel, mas a medida alcança produtos como carne bovina e suína, ovos e pescado.
Para Paulo Ricardo Oliveira, diretor LATAM da BIOCHEM, empresa global de soluções sustentáveis para nutrição animal, a decisão é um recado claro para o país acelerar a implementação dos conceitos de rastreabilidade e sustentabilidade, além do uso de soluções naturais na produção.
“Somente em carne bovina, estamos falando em um mercado comprador superior a US$ 1 bilhão por ano. A UE quer ter segurança sobre nossos processos e proíbe antimicrobianos promotores de crescimento, além de destacar a redução do uso de antibióticos. Nosso papel como fornecedor de proteínas animais é atender às exigências dos clientes, como historicamente temos feito com sucesso”, afirma Oliveira.
Agro brasileiro está disposto a colaborar
O agronegócio e o Brasil estão preparados e dispostos a colaborar para que as relações comerciais, sanitárias e institucionais sejam positivas para todos. Com diálogo, transparência e critérios técnicos, o país pode trabalhar ao lado da União Europeia e dos demais parceiros para fortalecer a confiança, atender às exigências dos mercados e construir soluções equilibradas, sem abrir mão da competitividade e da sustentabilidade da produção nacional.
Soluções naturais e manejo nutricional
Segundo o executivo, o portfólio de soluções sustentáveis disponível aos produtores é amplo e inclui prebióticos, probióticos, minerais orgânicos e enzimas. A evolução, no entanto, não depende apenas da adoção de novos produtos: exige uma visão integrada de todo o ecossistema produtivo.
Esse avanço envolve melhorias em gestão e processos, além do treinamento contínuo das equipes. Para Oliveira, o manejo nutricional deve ser uma prioridade, apoiado por profissionais de campo capacitados para ajudar os produtores a ajustar seus modelos de negócio às novas demandas.
“Nesse movimento, o manejo nutricional tem de ser priorizado e, para isso, é preciso contar com um time de profissionais a campo capacitado, que efetivamente ajude os produtores a ajustar os seus modelos de negócios”, destaca.
Confiança entre fornecedores e produtores
O diretor LATAM da BIOCHEM também defende uma aproximação ainda maior entre fornecedores de insumos, produtores e agroindústria. A construção de confiança entre os diferentes elos da cadeia será decisiva para que as exigências dos compradores sejam atendidas de forma consistente.
“É preciso fortalecer ainda mais a relação de confiança. Eles precisam ter segurança de que nós vamos ajudá-los a atender a demanda dos clientes”, diz.
Oliveira afirma que a BIOCHEM está preparada para contribuir com o desenvolvimento das cadeias produtivas e ampliar sua presença no mercado brasileiro. Entre os pilares da atuação da companhia estão a qualificação da equipe, o treinamento contínuo, as soluções naturais, a força da marca e a experiência global.
Continue lendo

Chuvas ligadas ao El Niño fazem o deserto do Atacama florescer
Chuvas excepcionais no norte do Chile ativaram sementes dormentes e cobriram áreas do Atacama com flores após um período de seca extrema.
Justiça anula licenciamento de mina de fosfato em Lavras do Sul
TRF4 anulou o licenciamento do projeto Fosfato Três Estradas por falta de consulta prévia a uma comunidade tradicional.

Campanha defende fibras naturais para reduzir microplásticos
Movimento lançado no Congresso Brasileiro do Algodão busca ampliar o uso de fibras naturais e discutir os impactos dos tecidos sintéticos.