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Tello mira R$ 900 milhões e expande operação de fertilizantes biointeligentes

Tello, criada por gigantes do agro, acelera projeto de fertilizantes biointeligentes com fábrica em SP, plano de nova planta em MT e até R$ 900 milhões no radar.

02 de agosto de 2026 5 min de leitura
Tello mira R$ 900 milhões e expande operação de fertilizantes biointeligentes

Criada por Amaggi, Coopercitrus, Souza e Lucas Participações, Viola Participações e Tecnobeef, a Tello acelera sua entrada no mercado de fertilizantes com foco em produtos biointeligentes, fábrica em Altair (SP) e plano de nova unidade em Mato Grosso.[4][13] A operação projeta faturamento entre R$ 500 milhões e R$ 900 milhões até 2026, em um momento de busca por menor dependência de adubos importados e mais eficiência na nutrição de culturas como soja, milho, cana, citros e café.[4]

O que aconteceu

A Tello nasce como uma nova plataforma de fertilizantes, desenhada por grandes grupos do agro para atuar em organominerais e produtos de alta tecnologia, classificados pelo próprio projeto como fertilizantes biointeligentes.[4][13] O objetivo é reduzir a dependência externa brasileira em adubos do complexo NPK em até US$ 40 milhões até 2026, ao substituir parte das importações por produção local.[4]

A primeira fábrica será instalada em Altair (SP), com investimento de cerca de R$ 120 milhões e participação igual entre os cinco sócios, de 20% cada.[4][13] A planta deve iniciar operação no fim de 2025, com capacidade inicial de 200 mil toneladas por ano, podendo chegar a 400 mil toneladas até 2028.[4] Antes disso, a Tello já começa a operar em unidades da Agro CP em Minas Gerais e Espírito Santo, antecipando presença comercial no mercado.[4]

A expansão inclui plano para uma segunda fábrica em Mato Grosso, com capacidade semelhante à unidade paulista e foco em atender regiões de produção intensiva de grãos e fibras.[4] A distribuição a partir de Altair deve ocorrer em um raio de cerca de 500 km, alcançando sul de Mato Grosso, Goiás, Triângulo Mineiro, Paraná e Mato Grosso do Sul, com toda a produção voltada ao mercado brasileiro.[4]

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Por que importa para o agro

Para o produtor, a chegada da Tello adiciona um novo player relevante em fertilizantes, com potencial de ampliar oferta de produtos de maior valor agronômico e, ao mesmo tempo, reduzir volatilidade ligada à importação de NPK. Em um setor concentrado e dependente de fornecedores globais, mais capacidade local aumenta opções de negociação e estratégias de manejo de solo.

A aposta em fertilizantes biointeligentes e organominerais conecta a empresa às pressões por produtividade com menor impacto ambiental e melhor uso de nutrientes, tendência já destacada por projetos de fertilizantes sustentáveis no Brasil.[13] Com o peso de Amaggi e Coopercitrus na produção e distribuição, a Tello pode acelerar a adoção desses insumos em larga escala, influenciando práticas de manejo em grãos, cana e perenes.

Dados e contexto

IndicadorNúmero / Informação
Investimento inicial em Altair (SP)**R$ 120 milhões**[4]
Capacidade inicial da planta**200 mil t/ano**, com potencial de **400 mil t/ano até 2028**[4][13]
Meta de redução da dependência externaAté **US$ 40 milhões** em adubos NPK até 2026[4]
Faturamento projetadoEntre **R$ 500 milhões e R$ 900 milhões** até 2026[4]
Empregos diretos previstos em AltairCerca de **150 vagas** na primeira fase[13]
SóciosAmaggi, Coopercitrus, Souza e Lucas Participações, Viola Participações, Tecnobeef[4][13]
Regiões atendidas a partir de AltairSul de MT, GO, Triângulo Mineiro, PR, MS[4]

O movimento da Tello ocorre em um mercado dominado por grandes multinacionais de fertilizantes, com companhias como Mosaic superando R$ 20 bilhões de receita no Brasil.[16] A criação de novos projetos industriais locais vai na mesma direção de iniciativas de Petrobras e de outras empresas para reduzir a dependência de importações e dar mais segurança de abastecimento ao agro brasileiro.[15]

O projeto também passa pelo crivo do Cade, com ato de concentração submetido para avaliação concorrencial, dado o peso dos grupos envolvidos.[13] Isso indica que, mesmo com foco em inovação e sustentabilidade, a Tello nasce com escala e relevância suficiente para afetar a dinâmica de preços e oferta em algumas regiões produtoras.

O que observar daqui pra frente

Produtores e revendas devem acompanhar a entrada efetiva da Tello no mercado, a performance agronômica dos fertilizantes biointeligentes em diferentes ambientes e como a nova capacidade industrial se traduz em preços e condições comerciais. A evolução dos projetos em Altair e Mato Grosso, somada à regulação pelo Cade e à disputa com grandes multinacionais, vai definir se a empresa conseguirá capturar parte relevante do crescimento da demanda por fertilizantes no Brasil, abrindo oportunidades de negociação, contratos de longo prazo e adoção de pacotes tecnológicos integrados.

Fontes

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