Tello mira R$ 900 milhões e expande operação de fertilizantes biointeligentes
Tello, criada por gigantes do agro, acelera projeto de fertilizantes biointeligentes com fábrica em SP, plano de nova planta em MT e até R$ 900 milhões no radar.
Criada por Amaggi, Coopercitrus, Souza e Lucas Participações, Viola Participações e Tecnobeef, a Tello acelera sua entrada no mercado de fertilizantes com foco em produtos biointeligentes, fábrica em Altair (SP) e plano de nova unidade em Mato Grosso.[4][13] A operação projeta faturamento entre R$ 500 milhões e R$ 900 milhões até 2026, em um momento de busca por menor dependência de adubos importados e mais eficiência na nutrição de culturas como soja, milho, cana, citros e café.[4]
O que aconteceu
A Tello nasce como uma nova plataforma de fertilizantes, desenhada por grandes grupos do agro para atuar em organominerais e produtos de alta tecnologia, classificados pelo próprio projeto como fertilizantes biointeligentes.[4][13] O objetivo é reduzir a dependência externa brasileira em adubos do complexo NPK em até US$ 40 milhões até 2026, ao substituir parte das importações por produção local.[4]
A primeira fábrica será instalada em Altair (SP), com investimento de cerca de R$ 120 milhões e participação igual entre os cinco sócios, de 20% cada.[4][13] A planta deve iniciar operação no fim de 2025, com capacidade inicial de 200 mil toneladas por ano, podendo chegar a 400 mil toneladas até 2028.[4] Antes disso, a Tello já começa a operar em unidades da Agro CP em Minas Gerais e Espírito Santo, antecipando presença comercial no mercado.[4]
A expansão inclui plano para uma segunda fábrica em Mato Grosso, com capacidade semelhante à unidade paulista e foco em atender regiões de produção intensiva de grãos e fibras.[4] A distribuição a partir de Altair deve ocorrer em um raio de cerca de 500 km, alcançando sul de Mato Grosso, Goiás, Triângulo Mineiro, Paraná e Mato Grosso do Sul, com toda a produção voltada ao mercado brasileiro.[4]
Por que importa para o agro
Para o produtor, a chegada da Tello adiciona um novo player relevante em fertilizantes, com potencial de ampliar oferta de produtos de maior valor agronômico e, ao mesmo tempo, reduzir volatilidade ligada à importação de NPK. Em um setor concentrado e dependente de fornecedores globais, mais capacidade local aumenta opções de negociação e estratégias de manejo de solo.
A aposta em fertilizantes biointeligentes e organominerais conecta a empresa às pressões por produtividade com menor impacto ambiental e melhor uso de nutrientes, tendência já destacada por projetos de fertilizantes sustentáveis no Brasil.[13] Com o peso de Amaggi e Coopercitrus na produção e distribuição, a Tello pode acelerar a adoção desses insumos em larga escala, influenciando práticas de manejo em grãos, cana e perenes.
Dados e contexto
| Indicador | Número / Informação |
|---|---|
| Investimento inicial em Altair (SP) | **R$ 120 milhões**[4] |
| Capacidade inicial da planta | **200 mil t/ano**, com potencial de **400 mil t/ano até 2028**[4][13] |
| Meta de redução da dependência externa | Até **US$ 40 milhões** em adubos NPK até 2026[4] |
| Faturamento projetado | Entre **R$ 500 milhões e R$ 900 milhões** até 2026[4] |
| Empregos diretos previstos em Altair | Cerca de **150 vagas** na primeira fase[13] |
| Sócios | Amaggi, Coopercitrus, Souza e Lucas Participações, Viola Participações, Tecnobeef[4][13] |
| Regiões atendidas a partir de Altair | Sul de MT, GO, Triângulo Mineiro, PR, MS[4] |
O movimento da Tello ocorre em um mercado dominado por grandes multinacionais de fertilizantes, com companhias como Mosaic superando R$ 20 bilhões de receita no Brasil.[16] A criação de novos projetos industriais locais vai na mesma direção de iniciativas de Petrobras e de outras empresas para reduzir a dependência de importações e dar mais segurança de abastecimento ao agro brasileiro.[15]
O projeto também passa pelo crivo do Cade, com ato de concentração submetido para avaliação concorrencial, dado o peso dos grupos envolvidos.[13] Isso indica que, mesmo com foco em inovação e sustentabilidade, a Tello nasce com escala e relevância suficiente para afetar a dinâmica de preços e oferta em algumas regiões produtoras.
O que observar daqui pra frente
Produtores e revendas devem acompanhar a entrada efetiva da Tello no mercado, a performance agronômica dos fertilizantes biointeligentes em diferentes ambientes e como a nova capacidade industrial se traduz em preços e condições comerciais. A evolução dos projetos em Altair e Mato Grosso, somada à regulação pelo Cade e à disputa com grandes multinacionais, vai definir se a empresa conseguirá capturar parte relevante do crescimento da demanda por fertilizantes no Brasil, abrindo oportunidades de negociação, contratos de longo prazo e adoção de pacotes tecnológicos integrados.
Fontes
- AgFeed - Grand Slam do Agro
- Carlos Cogo - Fertilizantes: Tello vai estrear com fábrica no Brasil
- Revista Cultivar - Empresas brasileiras se unem para criar fertilizantes sustentáveis
- Visão Agro - Ranking das maiores empresas de fertilizantes no Brasil
- YouTube - Fertilizantes: a estratégia da Petrobras para reduzir a dependência externa do agro
- agfeed.com.br
- youtube.com
- youtube.com
- agfeed.com.br
- pt.linkedin.com
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- youtube.com
- agfeed.com.br
- coopercitrus.com.br
- bra1.com.br
Continue lendo
UE confirma embargo a carnes e mel do Brasil a partir de setembro
União Europeia confirmou bloqueio a produtos de origem animal do Brasil e o setor teme perda superior a US$ 500 milhões neste ano.
Cooperativas do agro aceleram e faturam R$ 487,3 bilhões em 2025
Cooperativas agropecuárias voltam a crescer dois dígitos em 2025, faturam R$ 487,3 bilhões e reforçam papel de âncora de mercado para o produtor rural.
Corteva tem semestre forte, revisa projeções e confirma cisão em outubro
Multinacional de insumos agrícolas fecha primeiro semestre com alta em receita e margens, eleva guidance para 2026 e mantém plano de divisão em duas empresas para outubro.