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Tereza Cristina entra no radar para presidir o Senado

Senadora é citada pela FPA como opção para comandar o Senado, mas apoio da bancada do agro só deve ser definido no fim do ano.

29 de outubro de 2026 3 min de leitura
Tereza Cristina entra no radar para presidir o Senado

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi citada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) entre os nomes cotados para a Presidência do Senado. A parlamentar também confirmou que pretende disputar o comando da Casa, cuja eleição será realizada em fevereiro, por voto livre e secreto dos 81 senadores.[1][3]

O que aconteceu

O presidente da FPA, Pedro Lupion, afirmou que a bancada ainda não definiu quem apoiará nas eleições para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. A decisão deve ser tomada apenas no fim do ano, depois de novas conversas com os partidos.[1]

Tereza Cristina participa diretamente das articulações. Vice-presidente da FPA e ex-presidente da frente, ela foi ministra da Agricultura e mantém forte atuação em temas ligados à produção rural, ao crédito, à legislação ambiental e ao comércio exterior.

A senadora declarou que deseja ser a primeira mulher a presidir o Senado. A candidatura, porém, depende da construção de uma maioria entre diferentes legendas. Também aparecem nas negociações os senadores Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, e Rogério Marinho (PL-RN).[4][9]

Por que importa para o agro

A Presidência do Senado define prioridades da pauta legislativa e influencia a tramitação de projetos que afetam diretamente o campo. Entre os temas estão regras ambientais, regularização fundiária, licenciamento, crédito rural, seguro agrícola, tributação e relações comerciais.

Uma eventual liderança de Tereza Cristina poderia ampliar a interlocução da FPA com o comando do Congresso. A senadora conhece a agenda do setor e já ocupou o Ministério da Agricultura, mas precisaria reunir apoio além da bancada ruralista para transformar essa vantagem política em maioria no plenário.

Para produtores e empresas da cadeia agroindustrial, o cenário indica que decisões sobre projetos relevantes podem ficar condicionadas ao resultado das negociações partidárias. O apoio formal da FPA terá peso, mas não garante sozinho a eleição.

Dados e contexto

  • 81 senadores participarão da eleição para a Presidência do Senado, em votação secreta.[1][3]
  • A FPA deve definir seu apoio para as Mesas da Câmara e do Senado no fim do ano.[1]
  • Tereza Cristina é senadora pelo Mato Grosso do Sul e líder do PP no Senado.[3]
  • A parlamentar ocupa a vice-presidência da FPA e já comandou a frente.[1]
  • A disputa também envolve Davi Alcolumbre e Rogério Marinho.[4][9]
A articulação ocorre após as eleições e antes da formação definitiva das bancadas da próxima legislatura. A composição partidária, os acordos para as comissões e a relação com o governo federal serão fatores decisivos para a escolha.

O que observar daqui pra frente

O principal ponto será a decisão da FPA sobre apoio formal e a capacidade de Tereza Cristina de construir alianças fora do núcleo do agro. Também devem ser monitorados os movimentos de União Brasil, PP e PL, além das negociações para as comissões temáticas. Para o setor produtivo, a oportunidade está em apresentar uma agenda objetiva aos candidatos; o risco é a pauta agropecuária perder espaço diante das disputas internas e das prioridades fiscais do Congresso.

Fontes

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