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Terras raras: oportunidade estratégica para o agro brasileiro

Brasil detém 21% das reservas mundiais de terras raras, minerais essenciais para fertilizantes e tecnologias agrícolas modernas.

07 de maio de 2026 2 min de leitura
Terras raras: oportunidade estratégica para o agro brasileiro

O Brasil possui 21% das reservas mundiais de terras raras, minerais críticos para fertilizantes, baterias e eletrônicos. Uma decisão estratégica agora pode posicionar o país como líder global, diversificando a economia e beneficiando o agro com insumos mais acessíveis e tecnologias avançadas.

O que aconteceu

A matéria do Canal Rural destaca que o governo brasileiro avalia explorar suas reservas de terras raras, localizadas principalmente na Amazônia e em Minas Gerais. Esses 17 elementos químicos são usados em catalisadores para fertilizantes fosfatados e em equipamentos de precisão agrícola.

A China domina 95% da produção global, criando vulnerabilidades na cadeia de suprimentos. Sanções recentes e tensões geopolíticas aceleram a busca por fontes alternativas, com o Brasil emergindo como opção viável.

Projetos piloto em Araxá (MG) já testam extração sustentável, integrada à produção de fosfato pela Mosaic Fertilizantes.

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Por que importa para o agro

Produtores brasileiros importam 85% dos fertilizantes, segundo a Conab, com terras raras essenciais para sua fabricação. Exploração local reduziria custos em até 20-30% e estabilizaria preços voláteis.

Além disso, minerais como neodímio impulsionam tratores elétricos e drones, elevando eficiência em 15-25% nas lavouras de soja e milho, principais do país.

Dados e contexto

País/RegiãoReservas (% global)Produção anual (ton)
**Brasil****21%**80
China37%**240.000**
Austrália4%18.000
EUA1,5%43.000

Fonte: USGS (2025). O agro usa terras raras em 40% da produção de fertilizantes NPK, per Embrapa. IBGE registra que o setor consome R$ 200 bi/ano em insumos importados.

O que observar daqui pra frente

Aprovação de leis minerárias e investimentos em processamento local definirão o ritmo. Riscos incluem impactos ambientais na Amazônia; oportunidades, parcerias com USDA e UE para exportação. Produtores devem monitorar leilões da ANM em 2026 para contratos de suprimento.

Fontes

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