Gestão

Tilápia diversifica operação agrícola da Natter

Criação de tilápia passou a complementar a atividade agrícola da Natter, criando uma nova fonte de receita e melhor aproveitamento da estrutura rural.

25 de setembro de 2026 3 min de leitura
Tilápia diversifica operação agrícola da Natter

A Natter encontrou na criação de tilápia uma alternativa para complementar a atividade agrícola e ampliar as fontes de receita. A iniciativa integra a produção de peixes à estrutura da fazenda e reduz a dependência exclusiva do desempenho das lavouras.

O que aconteceu

A empresa passou a investir em piscicultura como parte da estratégia de diversificação do negócio. A criação de tilápia aproveita áreas e recursos disponíveis na operação rural, transformando a atividade em uma frente adicional de geração de valor.

A decisão também responde à necessidade de distribuir melhor os riscos. Na agricultura, clima, preços de commodities e custos de insumos podem pressionar as margens. Com o peixe, a empresa adiciona uma atividade com ciclo produtivo e dinâmica comercial diferentes.

O modelo exige controle de qualidade da água, alimentação, biomassa, sanidade e planejamento da venda. A gestão desses fatores define o resultado econômico e evita que a piscicultura se torne apenas um custo adicional para a fazenda.

Por que importa para o agro

A experiência mostra como a integração entre agricultura e aquicultura pode ampliar o uso produtivo da propriedade. A diversificação não elimina os riscos do campo, mas pode melhorar o equilíbrio financeiro quando as atividades têm receitas em períodos diferentes.

Para o produtor, a decisão depende de escala, disponibilidade hídrica, licenciamento, assistência técnica e acesso a compradores. Também é necessário calcular o investimento em viveiros, aeração, ração, alevinos, energia e mão de obra antes de iniciar o projeto.

A tilápia ocupa posição central na piscicultura brasileira. A Embrapa aponta que a produção nacional da espécie chegou a 219,3 mil toneladas em 2015, contra 67,9 mil toneladas em 2005, avanço de 223% no período. Em 2020, a espécie respondeu por 62% da produção brasileira de peixes, segundo dados compilados pela instituição a partir do IBGE.

Dados e contexto

IndicadorDado
Produção de tilápia no Brasil em 200567,9 mil toneladas
Produção de tilápia no Brasil em 2015219,3 mil toneladas
Crescimento entre 2005 e 2015223%
Participação na piscicultura brasileira em 202062%

A cadeia está concentrada em polos produtivos, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Paraná, São Paulo e Minas Gerais aparecem entre os principais estados produtores em levantamentos da Embrapa baseados em dados do IBGE.

O crescimento da demanda favorece novos investimentos, mas aumenta a exigência por eficiência. A ração costuma representar parcela relevante dos custos, enquanto mortalidade, baixa conversão alimentar e problemas de comercialização reduzem a margem.

O que observar daqui pra frente

O avanço da piscicultura dentro de propriedades agrícolas dependerá da capacidade de integrar produção, controle ambiental e comercialização. Projetos como o da Natter podem inspirar outras fazendas, mas a replicação exige estudo técnico, regularização e contrato ou mercado definido para o peixe. A oportunidade é maior quando a estrutura existente reduz o investimento inicial e a gestão acompanha indicadores produtivos desde o primeiro ciclo.

Fontes

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