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Zema promete ampliar seguro agrícola para proteger renda do produtor

Em agenda no RS, Romeu Zema defende ampliar o seguro agrícola e segurança no campo, com foco em previsibilidade de renda e proteção contra perdas climáticas.

31 de agosto de 2026 4 min de leitura
Zema promete ampliar seguro agrícola para proteger renda do produtor

Em agenda com agricultores no Rio Grande do Sul, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu ampliar o acesso ao seguro agrícola para proteger a renda do produtor em casos de quebra de safra. A proposta mira reduzir o risco de endividamento após eventos climáticos extremos e reforçar a segurança no campo em um cenário de maior volatilidade de mercado.

O que aconteceu

Em encontro com produtores gaúchos neste domingo (30), Zema relatou ter ouvido casos de agricultores que perderam toda a produção por eventos climáticos e ficaram sem cobertura adequada de seguro para repor os prejuízos. Segundo ele, o modelo atual deixa famílias endividadas e ameaça até a permanência na propriedade.

O candidato afirmou que, se eleito, quer que o seguro agrícola "avance como nunca" no Brasil, aproximando o país de práticas de países desenvolvidos, onde o instrumento é amplamente usado para gestão de risco no campo. Para Zema, o seguro é peça central para dar previsibilidade ao produtor e evitar que uma safra ruim destrua anos de trabalho.

Além da pauta de seguro, Zema também reforçou a defesa de mais segurança pública nas áreas rurais, alinhando o discurso ao seu plano de governo, que prevê maior proteção jurídica e física para o produtor em todo o território da propriedade.

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Por que importa para o agro

A ampliação do seguro agrícola afeta diretamente o custo de produção, o acesso a crédito e a capacidade de investimento do produtor. Com maior cobertura e regras mais estáveis, bancos e cooperativas tendem a oferecer condições melhores de financiamento, reduzindo juros e exigindo menos garantias físicas.

Em um ambiente de clima mais instável e margens apertadas, mecanismos de proteção como seguro rural funcionam como amortecedor de risco. Para cadeias intensivas em capital — grãos, leite, carnes, frutas — uma política consistente de seguro ajuda a estabilizar a oferta e a evitar rupturas na logística e na indústria em anos de perdas severas.

Dados e contexto

O uso de seguro rural no Brasil ainda é limitado. Estimativas de mercado apontam que pouco mais de 2% a 3% da produção agrícola tem algum tipo de cobertura estruturada, apesar da expansão recente do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), coordenado pelo MAPA.

Nos últimos Planos Safra, o governo federal vem alternando fases de expansão e corte de recursos para subvenção ao prêmio, o que gera forte instabilidade para seguradoras e produtores. Em alguns anos, o orçamento do PSR foi reduzido, limitando a área segurada e deixando milhares de contratos sem apoio público.

O plano de governo de Zema menciona a criação de fundo privado com aportes públicos e privados para cobrir perdas por eventos climáticos, pragas e oscilações de mercado, conceito próximo ao chamado "Fundo Catástrofe" discutido no Congresso. A ideia é diluir riscos sistêmicos e dar mais musculatura financeira ao sistema.

Instituições como Embrapa vêm alertando para maior frequência de eventos extremos, como secas prolongadas e chuvas concentradas, especialmente sob influência de fenômenos como El Niño e La Niña. Esse cenário aumenta a importância de instrumentos formais de gestão de risco, como seguro rural, integração com crédito e uso de tecnologia para mensurar perdas.

IndicadorSituação atual aproximada

| Cobertura de seguro rural | Cerca de 2–3% da produção | | Programas federais principais | PSR, Proagro, Plano Safra | | Risco climático | Tendência de alta, segundo Embrapa |

O que observar daqui pra frente

Produtores e cooperativas devem acompanhar como a proposta de Zema se materializa em metas claras: volume de recursos, modelo de subvenção, integração com crédito rural e participação de seguradoras e resseguradoras. O ponto-chave será saber se o seguro rural vai deixar de ser política oscilante de orçamento para virar parte estruturante da gestão de risco do agro, com regras estáveis e cobertura que chegue de fato ao médio e pequeno produtor.

Fontes

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